Nvidia lidera ranking das melhores empresas dos EUA para profissionais de tecnologia em 2026

Jacy Abreu17 de setembro de 2026Trabalho
Nvidia lidera ranking das melhores empresas dos EUA para profissionais de tecnologia em 2026

Foto: Bloomberg

A Nvidia liderou o ranking de 2026 das melhores empresas dos Estados Unidos para profissionais de tecnologia elaborado pela Forbes em parceria com a Statista. Google ficou em segundo lugar, seguido por Bridgestone e Microsoft. A pesquisa ouviu mais de 50 mil trabalhadores da área.

O levantamento considerou empresas com pelo menos 1.000 funcionários nos Estados Unidos. Os participantes avaliaram empregadores atuais, antigos e empresas conhecidas por indicação, levando em conta fatores como remuneração, oportunidades de carreira, gestão e ambiente de trabalho. As respostas mais recentes de funcionários atuais receberam peso maior.

A lista completa reúne 300 companhias. Entre as dez primeiras estão Nvidia, Google, Bridgestone, Microsoft, Texas Health Resources, Corning, Harley-Davidson, Arizona State University, Northwell Health e Delta Air Lines.

Tecnologia não está restrita às Big Techs

A composição do ranking chama atenção por um motivo: apenas parte das empresas entre as primeiras colocadas pertence diretamente ao setor tradicional de software e serviços de tecnologia.

Bridgestone e Harley-Davidson estão ligadas à indústria automotiva. Texas Health Resources e Northwell Health atuam na saúde. Arizona State University pertence ao setor de educação. Corning trabalha com engenharia e manufatura. Delta Air Lines está em transporte e logística.

Para quem procura emprego nos Estados Unidos, isso amplia o campo de busca. Sistemas internos, aplicativos, infraestrutura digital, segurança da informação, análise de dados e desenvolvimento de software são necessários também em hospitais, fábricas, universidades, companhias aéreas e instituições financeiras.

O próprio Bureau of Labor Statistics, o BLS, mostra essa distribuição. Desenvolvedores de software, analistas de qualidade e profissionais de testes trabalham, entre outros setores, em empresas de sistemas de computação, manufatura e editoras de software.

Mercado deve abrir cerca de 280 mil oportunidades por ano

O BLS projeta que as ocupações de computação e tecnologia da informação crescerão mais rapidamente do que a média de todas as profissões entre 2025 e 2035.

A estimativa oficial é de aproximadamente 280 mil oportunidades por ano, em média, durante esse período. O número inclui tanto empregos decorrentes do crescimento do mercado quanto vagas abertas para substituir trabalhadores que deixam definitivamente essas ocupações.

Essa diferença é importante. Os 280 mil postos não representam 280 mil empregos líquidos criados a cada ano.

As perspectivas também variam bastante conforme a especialidade.

Desenvolvedores de software, analistas de qualidade e testers devem ter cerca de 106.100 oportunidades anuais entre 2025 e 2035. O emprego desse grupo deve crescer 10% no período.

Na segurança da informação, a expansão projetada é ainda maior. O BLS estima crescimento de 21% para information security analysts, profissionais responsáveis por proteger redes e sistemas, com aproximadamente 14.100 oportunidades anuais.

Nem toda função de tecnologia segue essa trajetória. O emprego de programadores de computador, por exemplo, deve cair 7% entre 2025 e 2035, embora o BLS ainda projete cerca de 4.400 oportunidades anuais provocadas principalmente pela substituição de profissionais.

Salários de tecnologia continuam acima da média americana

A remuneração ajuda a explicar a concorrência por esses profissionais.

O salário mediano das ocupações de computação e tecnologia da informação chegou a US$ 109.470 por ano em maio de 2025. Considerando todas as profissões nos Estados Unidos, a mediana foi de US$ 50.980.

Entre desenvolvedores de software, a mediana anual chegou a US$ 135.980. Para analistas de segurança da informação, ficou em US$ 129.180. Analistas de sistemas tiveram mediana de US$ 105.850.

Esses valores são medianas nacionais, não salários garantidos. Remuneração varia conforme experiência, função, localização, empresa e especialização.

O que o ranking significa para brasileiros que buscam emprego nos EUA

Para profissionais brasileiros, a lista pode funcionar melhor como mapa de empregadores do que como simples ranking.

Um candidato de software não precisa restringir sua busca a Google, Microsoft, Nvidia ou outras empresas identificadas diretamente com tecnologia. O top 10 da Forbes mostra que organizações de saúde, manufatura, educação e aviação também disputam esses trabalhadores.

Isso muda a estratégia de procura. Em vez de pesquisar apenas por empresas de tecnologia, o profissional pode buscar o cargo desejado em diferentes setores da economia, comparando requisitos, localização, remuneração e modalidade de trabalho.

O ranking, porém, não informa se cada companhia está contratando neste momento nem se determinada vaga aceita candidatos que precisam de patrocínio migratório.

Também não significa que estar qualificado profissionalmente seja suficiente para trabalhar legalmente nos Estados Unidos.

Vaga de emprego e autorização para trabalhar são questões diferentes

Para quem não possui autorização independente de trabalho nos Estados Unidos, a questão migratória precisa ser analisada separadamente da oportunidade profissional.

No caso da classificação H-1B, usada para determinadas ocupações especializadas, é o empregador americano que apresenta a petição ao U.S. Citizenship and Immigration Services, o USCIS. A função e o trabalhador também precisam cumprir os requisitos previstos para essa categoria.

Por isso, encontrar uma vaga na Nvidia, Google, Microsoft ou em qualquer outra companhia não significa automaticamente que a empresa patrocinará aquele candidato ou que o profissional será elegível para determinado visto.

Antes de investir tempo em um processo seletivo, candidatos que dependem de uma modalidade migratória vinculada ao emprego devem verificar as exigências da vaga, a política de contratação internacional do empregador e as regras oficiais aplicáveis ao próprio caso.

Para brasileiros que já possuem autorização válida para trabalhar, o cenário é diferente, mas os requisitos técnicos, acadêmicos e profissionais continuam dependendo de cada posição.

A principal mensagem do ranking de 2026 vai além dos nomes mais conhecidos do Vale do Silício. A demanda americana por profissionais de tecnologia atravessa vários setores da economia. Para quem planeja uma carreira nos Estados Unidos, pesquisar a função antes de escolher a indústria pode revelar oportunidades que ficariam fora de uma busca concentrada apenas nas Big Techs.

Jacy Abreu

Jacy Abreu

Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.

Fontes e Créditos

A apuração utilizou o ranking [Forbes Brasil sobre as melhores empresas para profissionais de tecnologia nos EUA] , dados de emprego e remuneração do [U.S. Bureau of Labor Statistics] , projeções específicas para [desenvolvedores de software e profissionais de qualidade] e [analistas de segurança da informação] , além das orientações oficiais do [USCIS sobre petições H-1B] . Ranking produzido originalmente pela Forbes em parceria com a Statista.

Transparência Editorial

Esta matéria usa o ranking Forbes/Statista como ponto de partida e acrescenta dados oficiais do governo americano para contextualizar mercado de trabalho, salários e autorização de trabalho. O Vou pra América não classificou as empresas de forma independente e não afirma que as companhias citadas estejam contratando atualmente ou que ofereçam patrocínio migratório para todas as vagas. Dados de remuneração são referentes a maio de 2025 e projeções de emprego abrangem o período de 2025 a 2035.

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