EUA receberam 1,9 milhão de visitantes do Brasil em 2025; Flórida liderou entre os estados mais visitados

Os Estados Unidos receberam 1,9 milhão de visitantes aéreos vindos do Brasil em 2025, segundo dados do National Travel and Tourism Office, o NTTO, órgão ligado ao Departamento de Comércio americano. O volume colocou o Brasil como o quarto maior mercado estrangeiro entre os visitantes classificados como overseas.
O Reino Unido liderou, com 4,1 milhões de chegadas, seguido por Índia, com 2,1 milhões, e Japão, com 2 milhões. Depois do Brasil apareceu a Alemanha, com 1,8 milhão. Ao todo, 34,3 milhões de visitantes da categoria overseas viajaram para os Estados Unidos em 2025.
Os números confirmam o peso do mercado brasileiro para o turismo americano. Eles também exigem cuidado quando usados para criar rankings sobre os estados preferidos pelos brasileiros.
Quais estados receberam mais visitantes internacionais?
Considerando todos os visitantes overseas, e não apenas os brasileiros, a Flórida ocupou o primeiro lugar em 2025, com 9,3 milhões de visitas. Nova York apareceu logo depois, com 9,1 milhões. Califórnia registrou 6,6 milhões, Nevada 2,3 milhões e Texas 1,9 milhão.
Esse recorte é diferente de dizer que esses são, nessa mesma ordem, os estados mais visitados exclusivamente por brasileiros.
O painel público divulgado pelo NTTO apresenta o Brasil como mercado de origem e, separadamente, informa os estados mais visitados pelo conjunto de turistas overseas. A página pública com os resultados gerais de 2025 não fornece, no mesmo quadro, uma tabela que permita atribuir com segurança a brasileiros números estaduais como 970 mil na Flórida, 226 mil em Nova York ou 131 mil na Califórnia.
Por isso, rankings que circulam nas redes sociais com quantidades exatas de brasileiros por estado precisam trazer o ano, a fonte e a metodologia utilizada. Sem esses elementos, números de períodos diferentes podem ser apresentados como se descrevessem o mercado atual.
Um turista pode aparecer na estatística de mais de um estado
Há outra diferença importante na leitura desses dados. Viajar para os Estados Unidos não significa necessariamente permanecer em apenas um estado.
Em 2025, o visitante overseas passou, em média, por 1,4 estado. Cerca de 75,4% visitaram somente um estado, 14,9% passaram por dois e 9,7% estiveram em três ou mais. Isso significa que estatísticas de visitação estadual não devem ser simplesmente somadas para estimar o número total de pessoas que entraram no país.
Essa metodologia ajuda a explicar por que destinos ligados por rotas aéreas ou roteiros combinados aparecem com volumes elevados.
Uma viagem com chegada em Nova York e alguns dias posteriores na Flórida, por exemplo, pode gerar visitação contabilizada nos dois estados, embora pertença à mesma viagem.
Brasileiro deve olhar além do ranking antes de escolher o destino
Para quem está no Brasil planejando uma viagem aos Estados Unidos, a popularidade de um estado é apenas uma parte da decisão.
O levantamento de 2025 mostra que o visitante overseas decidiu fazer a viagem, em média, 104 dias antes da partida e efetuou a reserva aérea aproximadamente 79 dias antes. O período médio de permanência foi de 16,9 noites.
Esses números não representam especificamente o comportamento do brasileiro, mas servem como referência do mercado internacional atendido pelos Estados Unidos.
O gasto médio desse visitante dentro do país foi de US$ 1.829 por viagem. A estatística também é geral para os mercados overseas e não inclui uma promessa de quanto um brasileiro gastará. Passagem, hospedagem, transporte, alimentação e atrações variam fortemente de acordo com o estado, a cidade e a época do ano.
A escolha do destino também deve acompanhar o objetivo da viagem. Em 2025, férias foram a principal finalidade declarada por 57,1% dos visitantes overseas. Visitas a familiares e amigos responderam por 22,2%, enquanto viagens de negócios representaram 16,4%.
Flórida e Nova York exigem planejamentos diferentes
A Flórida combina grandes centros de entrada internacional, turismo de parques, praias e deslocamentos que frequentemente dependem de carro. Nova York oferece outra dinâmica, com concentração urbana maior e ampla utilização de transporte público.
Isso interfere diretamente no orçamento.
Um roteiro concentrado em Orlando pode exigir gastos com carro alugado, estacionamento e deslocamentos entre atrações. Em Nova York, o viajante pode reduzir a dependência de automóvel, mas precisa considerar hospedagem e alimentação dentro de um dos principais centros turísticos do país.
A Califórnia cria outro tipo de planejamento. Distâncias entre Los Angeles, San Francisco, San Diego e outros destinos podem transformar uma viagem pelo estado em um roteiro de vários dias e com custos adicionais de transporte.
O ranking, portanto, ajuda a descobrir onde o turismo internacional está concentrado. Ele não substitui uma conta individual de viagem.
O que fazer antes de comprar a passagem
O primeiro passo é separar desejo de orçamento. Defina cidade de entrada, quantidade de noites, hospedagem, transporte, seguro viagem e atrações antes de comparar apenas o preço da passagem.
Também vale confirmar as condições de entrada aplicáveis ao seu caso diretamente nos canais oficiais americanos. Uma reserva aérea ou de hotel não substitui visto válido nem garante admissão aos Estados Unidos.
Para quem pretende visitar mais de um estado, a conta deve incluir transporte interno. Voos domésticos, bagagem, aluguel de carro, combustível, pedágios e estacionamento podem alterar bastante o custo final.
Os dados oficiais mostram que o brasileiro continua entre os maiores públicos internacionais dos Estados Unidos. Para o viajante, porém, a estatística mais útil não é apenas saber onde outros brasileiros vão. É entender quanto custa, quanto tempo exige e qual roteiro cabe no próprio orçamento.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
A principal fonte desta matéria é o National Travel and Tourism Office, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, por meio dos resultados da Survey of International Air Travelers referentes ao ano-calendário de 2025. O levantamento registra 1,9 milhão de chegadas provenientes do Brasil e detalha visitação estadual, duração média da viagem, gastos e comportamento dos visitantes overseas. Como referência comparativa, os resultados de 2024 registraram o Brasil com 1,91 milhão de chegadas e mostraram Nova York, Flórida e Califórnia entre os estados mais visitados pelo conjunto dos mercados overseas naquele ano. Consultar os resultados oficiais de 2025 do NTTO
Transparência Editorial
Esta matéria partiu de um carrossel publicado no Instagram que apresentava seis estados e números atribuídos à visitação brasileira. O Vou pra América não reproduziu esses valores como dados atuais, porque o conteúdo fornecido não apresentava período e fonte estatística suficientes para validar cada número. A redação consultou dados oficiais do governo dos Estados Unidos e utilizou o ano completo mais recente disponível, 2025. Os números estaduais citados na matéria correspondem ao conjunto de visitantes overseas, não exclusivamente aos brasileiros. Essa diferença foi mantida de forma explícita para evitar transformar dois recortes estatísticos distintos em um único ranking.
Mais notícias

Brand USA seleciona 50 experiências ao ar livre para celebrar os 250 anos dos Estados Unidos
12/08/2026

12 cidades dos EUA que valem a viagem além das grandes metrópoles
11/08/2026

Orlando bate recorde com 76,7 milhões de visitantes em 2025
04/08/2026

Passaporte brasileiro no exterior pode levar até oito semanas após mudança na impressão
01/08/2026

Brasil cai diante da Noruega e deixa torcedores com tempo livre para explorar os EUA
06/07/2026

Rota 66 faz 100 anos em 2026 e volta a atrair viajantes pelos EUA
03/07/2026