Orlando bate recorde com 76,7 milhões de visitantes em 2025

Orlando recebeu 76,7 milhões de visitantes em 2025, alta de 1,8% em relação ao ano anterior. O resultado estabeleceu um novo recorde para o destino e manteve a região como a mais visitada dos Estados Unidos, segundo a Visit Orlando.
Os números foram divulgados em 7 de maio de 2026, durante um evento realizado no Orange County Convention Center. Em 2024, Orlando havia recebido 75,3 milhões de visitantes.
Turistas americanos sustentaram o crescimento
O avanço de Orlando foi puxado principalmente pelo mercado doméstico. O destino recebeu 70,3 milhões de visitantes dos Estados Unidos, crescimento de 2,2% e novo recorde nessa categoria.
Desse total, 49,2 milhões permaneceram pelo menos uma noite na região. O grupo representou 70% dos visitantes domésticos e cresceu 1,8% em comparação com 2024.
O dado mostra que o volume total de visitantes não corresponde ao número de hóspedes em hotéis ou casas de temporada. Parte do público americano fez viagens sem pernoite, ficou com parentes ou utilizou outras formas de acomodação.
A Visit Orlando também informou que 81% do público doméstico viajou a lazer. As viagens de negócios representaram uma parcela menor, mas o segmento de reuniões, convenções e eventos corporativos cresceu 3,1% e alcançou 5,8 milhões de visitantes.
Turismo internacional caiu 2,4%
Orlando recebeu 6,3 milhões de visitantes internacionais em 2025, queda de 2,4%. A retração representou cerca de 156 mil viajantes a menos e ocorreu principalmente por causa da redução do mercado canadense.
O Canadá enviou 1.119.300 visitantes, queda de 13,3%, mas continuou na primeira posição entre os mercados internacionais. O Reino Unido ficou em segundo, com 933.500 turistas.
O Brasil apareceu em terceiro lugar no ranking internacional completo, seguido por México e Colômbia. Entre os mercados classificados como overseas, categoria que exclui Canadá e México, o país ocupou a segunda posição, atrás do Reino Unido.
Brasil enviou número recorde de turistas
O Brasil enviou 736.300 visitantes a Orlando em 2025, crescimento de 5,6% sobre o ano anterior. O resultado foi o maior já registrado pelo mercado brasileiro, segundo os dados apresentados pela Visit Orlando.
Em números absolutos, Orlando recebeu aproximadamente 39 mil brasileiros a mais do que em 2024, quando o total havia ficado próximo de 697 mil.
O desempenho brasileiro ganhou peso porque ocorreu em um ano de retração do turismo internacional. Enquanto o total de visitantes estrangeiros caiu, o fluxo vindo do Brasil avançou.
Casandra Matej, presidente e CEO da Visit Orlando, afirmou que o resultado refletiu a conexão dos brasileiros com o destino, além da ampliação da conectividade aérea e das ações de relacionamento com o mercado.
A fala tem caráter institucional, mas os números confirmam a relevância do Brasil para Orlando. O país continuou atrás de Canadá e Reino Unido no ranking geral, mas permaneceu à frente de mercados como México, Colômbia e Argentina.
O recorde não ficou restrito aos parques
Os parques temáticos continuaram como o principal motor do turismo de lazer, mas Orlando também ampliou sua presença no setor de feiras, reuniões e congressos.
O Orange County Convention Center recebeu 187 eventos em 2025, com público total de 2.047.768 pessoas. O resultado também estabeleceu um recorde para o centro de convenções.
A estrutura de hospedagem da região encerrou o ano com 132.685 quartos de hotel. A ocupação média ficou em 71,4%, enquanto a diária média alcançou US$ 202,71. A demanda chegou a 34,5 milhões de quartos por noite ao longo do ano.
Esses dados ajudam a medir a dimensão do turismo local, mas não devem ser aplicados automaticamente a imóveis de temporada. Hotéis, resorts, condomínios, casas e apartamentos operam com custos, regras e níveis de ocupação diferentes.
O que muda para quem mora em Orlando
O recorde confirma que o turismo continuou sustentando uma parte importante da atividade econômica da Flórida Central. A chegada de mais visitantes movimenta hotéis, restaurantes, lojas, atrações, empresas de transporte, limpeza, manutenção e produção de eventos.
Para brasileiros que trabalham ou empreendem na região, o crescimento de visitantes vindos do Brasil amplia o público potencial para serviços em português. Agências, receptivos, restaurantes, empresas de transporte e profissionais que atendem famílias brasileiras encontram um mercado de mais de 736 mil viajantes por ano.
Esse número, porém, não garante faturamento constante. O fluxo turístico varia conforme férias escolares, calendário de eventos, preços das passagens, câmbio e abertura de novas atrações.
Também é necessário distinguir o destino turístico Orlando dos limites administrativos da cidade. A marca usada pelo setor abrange diferentes áreas da Flórida Central. Muitos hotéis, atrações e imóveis vendidos como localizados em Orlando ficam, na prática, em municípios como Kissimmee ou Davenport.
O que o visitante brasileiro deve observar
O volume recorde pode aumentar a disputa por passagens, hotéis, ingressos e restaurantes nas datas mais procuradas. Famílias que planejam viajar durante férias escolares, feriados americanos ou lançamentos de atrações devem comparar preços e fazer reservas com antecedência.
O Aeroporto Internacional de Orlando recebeu 57.669.226 passageiros em 2025. O número não corresponde apenas a turistas, mas mostra o tamanho da circulação aérea da região.
Quem pretende abrir um negócio ou comprar um imóvel ligado ao turismo não deve usar os 76,7 milhões de visitantes como única base para a decisão. O total inclui pessoas sem pernoite e não mostra como a demanda se distribui entre bairros, cidades, hotéis e propriedades de curta duração.
O próximo passo é analisar dados específicos do local e do setor escolhido. Para imóveis, isso inclui zoneamento, licenças, ocupação, diária média e custos de manutenção. Para negócios, é necessário medir concorrência, sazonalidade e perfil do público atendido.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
Esta matéria foi produzida com informações divulgadas pela Visit Orlando, pela base de dados e tendências da entidade e pela cobertura especializada da PANROTAS.
Transparência Editorial
Os dados de visitação foram divulgados pela Visit Orlando, entidade oficial de promoção turística do destino. A classificação overseas exclui Canadá e México. Por isso, o Brasil foi o segundo maior mercado nessa categoria, mas ocupou a terceira posição no ranking internacional completo. A matéria não interpreta o recorde como garantia de emprego, faturamento, valorização imobiliária ou retorno de casas de temporada. Esses resultados dependem de bases específicas e não são comprovados pelo volume total de visitantes. O texto seguiu a Política Zero Ficção, o filtro Anti-Thin Content e o padrão de voz do Vou pra América, com separação entre dados confirmados, declarações institucionais e efeitos que exigem análise adicional.