Brasileira de 20 anos morre atropelada de patinete na Flórida oito meses após se mudar para os EUA

Arquivo Pessoal
Uma brasileira de 20 anos morreu após ser atropelada enquanto atravessava uma avenida utilizando um patinete elétrico em Winter Garden, na região de Orlando, na Flórida.
Nathally Alves foi atingida na tarde de 4 de setembro, na Avalon Road, próximo ao cruzamento com a Old YMCA Road, no condado de Orange.
A jovem havia se mudado para os Estados Unidos apenas oito meses antes do acidente.
Ela era do Rio de Janeiro e, antes de deixar o Brasil, morava na Ilha do Governador, na Zona Norte da capital fluminense.
Brasileira seguia para buscar irmã na escola
Segundo familiares, Nathally havia saído do condomínio onde morava e estava indo buscar a irmã mais nova na escola.
Ela utilizava um patinete elétrico e atravessava a Avalon Road pela faixa de pedestres quando foi atingida por um Toyota Camry 2021.
O veículo era conduzido por um homem de 69 anos, morador de Winter Garden.
O motorista permaneceu no local após a colisão e não ficou ferido.
Jovem foi levada ao hospital
Equipes de emergência foram acionadas após o atropelamento.
Quando os socorristas chegaram, Nathally estava inconsciente e não respirava, segundo informações divulgadas a partir do registro da Florida Highway Patrol.
Ela foi encaminhada ao Horizon West Hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte ocorreu poucos dias depois de a jovem completar 20 anos. Registros funerários informam que Nathally nasceu em 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro.
Testemunha disse que motorista estava com sinal verde
As circunstâncias exatas do acidente passaram a ser investigadas pela Florida Highway Patrol.
Uma testemunha afirmou aos policiais que o motorista do Toyota Camry estava com o sinal verde no momento da colisão.
Isso, porém, não encerrou a apuração sobre a dinâmica do atropelamento.
As autoridades continuaram investigando as circunstâncias da travessia e da colisão.
Ela havia chegado aos EUA em janeiro
Nathally havia iniciado uma nova fase da vida nos Estados Unidos poucos meses antes de morrer.
A jovem se mudou para o país em janeiro de 2026 junto da família e passou a morar na região de Orlando.
Segundo relato de uma tia divulgado após o acidente, Nathally estava feliz nos Estados Unidos e dizia que não pretendia retornar ao Brasil.
A família decidiu realizar o velório e o sepultamento em território americano.
Campanha foi criada para ajudar a família
Após a morte, familiares e amigos organizaram uma campanha de arrecadação para ajudar os pais de Nathally com despesas relacionadas ao funeral e ao período de luto.
A meta inicial da campanha era de US$ 25 mil e foi superada poucos dias após o acidente.
Nathally deixou os pais e três irmãos, segundo informações publicadas em seu obituário.
Família aguarda respostas sobre o acidente
Mesmo após o atropelamento, familiares disseram que ainda buscavam entender exatamente como a colisão aconteceu.
A investigação deverá considerar elementos como depoimentos de testemunhas e informações disponíveis sobre a sinalização no momento do acidente.
O caso também repercutiu entre brasileiros que vivem na região de Orlando, onde existe uma numerosa comunidade brasileira.
Nathally morreu apenas oito meses depois de iniciar sua vida nos Estados Unidos e no momento em que fazia um trajeto cotidiano para buscar a irmã na escola.
João Gabriel Mendes
Fontes e Créditos
O Globo — “Brasileira que morreu atropelada ao atravessar rua com patinete elétrico nos EUA se mudou há oito meses; saiba quem era”, publicada em 8 de setembro de 2026. Florida Highway Patrol — informações sobre a dinâmica do acidente citadas por veículos locais e brasileiros. AcheiUSA — reportagem sobre o acidente em Winter Garden e informações atribuídas à Florida Highway Patrol. UOL — reportagem sobre a morte da brasileira e os detalhes do atropelamento. Legacy / Porta Coeli Funeral Home & Crematory — informações biográficas e obituário de Nathally Alves Costa.
Transparência Editorial
Conteúdo elaborado a partir da reportagem indicada de O Globo e de informações coincidentes publicadas por outros veículos, incluindo dados atribuídos à Florida Highway Patrol. A afirmação de que o motorista estava com o sinal verde é baseada no relato de uma testemunha citado pelas autoridades e não representa uma conclusão definitiva sobre responsabilidade pelo acidente. A investigação sobre as circunstâncias da colisão permanecia em andamento.
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