
A primeira colocada, St. George, se destacou pelo crescimento de pequenas empresas, alta taxa de startups...
Ranking favorece cidades médias com custo menor
A WalletHub divulgou em 13 de abril de 2026 um levantamento com as melhores e piores pequenas cidades dos Estados Unidos para abrir um negócio. O estudo analisou municípios com população entre 25 mil e 100 mil habitantes e considerou apenas os limites oficiais das cidades, sem incluir as regiões metropolitanas ao redor.
A primeira colocada foi St. George. Segundo a WalletHub, a cidade se destacou pelo crescimento de pequenas empresas, alta taxa de startups por habitante e custos operacionais mais baixos. O estudo aponta que o número de pequenos negócios aumentou cerca de 42% entre 2017 e 2023. O custo médio de escritório foi estimado em US$ 10,73 por pé quadrado.
Na segunda posição aparece Fort Myers. A cidade foi associada ao acesso mais amplo a investidores por habitante e ao crescimento de quase 21% no número de pequenos negócios no mesmo período. O custo médio de escritório citado no levantamento ficou em US$ 12,20 por pé quadrado.
O terceiro lugar ficou com Washington City, que também registrou crescimento acelerado de pequenas empresas e indicadores positivos de geração de emprego e expansão da população economicamente ativa.
Quais cidades aparecem entre as melhores
Além das três primeiras colocadas, o top 10 divulgado em reportagens que repercutiram o ranking inclui:
Bozeman
Greenville
Cedar City
Boca Raton
Cheyenne
Ocala
Dover
O ranking mostra uma tendência recorrente em estudos sobre empreendedorismo nos Estados Unidos: cidades médias com custo operacional menor e crescimento populacional consistente costumam ganhar espaço frente aos grandes centros urbanos.
Bay Area domina o fim da lista
O levantamento também chamou atenção pelo desempenho ruim de cidades da Califórnia. Segundo reportagem da CBS News Bay Area citada na repercussão do estudo, as dez últimas posições ficaram com municípios da região da Bay Area.
A pior colocada foi Pacifica. Também aparecem entre os últimos lugares cidades como Danville, Castro Valley, Saratoga, Belmont, Morgan Hill, Martinez, Brentwood, Los Gatos e San Carlos.
O resultado reflete o peso do custo operacional em regiões com imóveis mais caros, maior carga regulatória e despesas elevadas para contratação e manutenção de empresas.
Como a WalletHub calculou o ranking
A metodologia da WalletHub dividiu a análise em três categorias principais:
Ambiente de negócios
Acesso a recursos
Custos operacionais
Metade da pontuação total veio do ambiente de negócios. O estudo utilizou 18 métricas, incluindo crescimento de pequenas empresas, startups por habitante, custo de escritórios, tempo médio de deslocamento e acesso a investidores.
Esse modelo favorece cidades que combinam despesas menores com crescimento econômico consistente. Em alguns casos, municípios menores acabam superando mercados maiores por oferecerem estrutura operacional mais barata e menos concorrência direta.
Ranking ajuda no custo, mas não mede demanda
O levantamento serve como referência para comparar custos e ambiente empresarial, mas não mede potencial de vendas ou demanda específica para cada tipo de negócio. Uma cidade com despesas menores pode não ter público suficiente para determinados setores.
O estudo também não considera fatores individuais, como acesso a crédito, histórico bancário, estrutura tributária específica ou exigências regulatórias locais para determinadas atividades.
Especialistas em empreendedorismo costumam destacar que rankings desse tipo funcionam melhor como ferramenta inicial de pesquisa do que como decisão definitiva sobre onde investir.
WalletHub: Best and Worst Small Cities to Start a Business (2026) CBS News Bay Area: Pacifica rated as the worst small city to start a business Cleanfax: 10 Best Small Cities to Start a Business LiveNOW from FOX: Best and worst cities for entrepreneurs in 2026
Esta matéria foi produzida com base no ranking original publicado pela WalletHub e em reportagens de veículos americanos que repercutiram os dados do estudo. As informações numéricas e metodológicas foram mantidas conforme os materiais citados.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.