Visa Bulletin de julho libera nova etapa para Green Card por trabalho

O Departamento de Estado publicou o Visa Bulletin de julho de 2026 com novas datas para vistos de imigração por trabalho. A atualização interessa a brasileiros que já têm processo de Green Card em andamento e aguardam liberação para avançar no ajuste de status.
O boletim não aprova Green Card automaticamente. Ele mostra quando há número de visto disponível para cada categoria e país de nascimento. Para quem está legalmente nos EUA, essa informação define se já é possível apresentar ou continuar o pedido de ajuste de status pelo formulário I-485.
Quem deve olhar o boletim agora
Para candidatos na coluna geral, que costuma incluir brasileiros nascidos no Brasil, EB-1 e EB-2 aparecem como “Current” em julho. Isso significa que não há data de corte nessas categorias para esse grupo. Na EB-3, a data de ação final aparece como 1º de agosto de 2024. Em Other Workers, a data é 1º de março de 2022.
A checagem deve ser feita pela categoria do processo, não apenas pela nacionalidade. A regra considera o país de nascimento, chamado de chargeability, e não o passaporte usado pelo candidato.
Por que a tabela certa importa
O Visa Bulletin traz duas tabelas principais: “Final Action Dates” e “Dates for Filing”. A primeira indica quando o visto pode ser emitido ou o caso pode chegar à decisão final. A segunda indica quando o candidato pode começar a enviar documentos, quando autorizada para aquele mês.
O próprio boletim informa que, para ajuste de status com o USCIS, a pessoa deve usar a tabela de “Final Action Dates”, salvo quando o USCIS autorizar o uso de “Dates for Filing” em sua página oficial.
Essa diferença muda a vida prática do imigrante. Quem usa a tabela errada pode preparar documentos antes da hora ou perder uma janela real de protocolo.
O que o brasileiro deve fazer em julho
Quem tem I-140 aprovado ou processo trabalhista avançado deve conferir três informações antes de agir: categoria EB, data de prioridade e país de nascimento. A data de prioridade geralmente aparece no recibo do processo ou na aprovação da petição.
Se a data de prioridade for anterior à data publicada para a categoria, o caso pode estar elegível para avanço. Se a categoria aparece como “Current”, o candidato não precisa comparar data de corte naquela tabela específica.
Também é hora de revisar documentos de status legal, entradas e saídas dos EUA, permissões de trabalho, certidões, exames médicos e documentos de dependentes. O ajuste de status exige consistência documental. Uma janela aberta no boletim não corrige erro de status, falha de elegibilidade ou documento incompleto.
O Departamento de Estado também alerta que datas podem retroceder ou categorias podem ficar indisponíveis se os limites anuais forem atingidos. Por isso, julho exige checagem rápida, mas não decisão improvisada.
Para brasileiros nos EUA, o ponto central é planejamento. Quem acompanha o Visa Bulletin todos os meses consegue preparar documentos antes da abertura da janela. Quem só olha depois da notícia pode descobrir que falta uma tradução, um exame, uma certidão ou uma análise jurídica do histórico migratório.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
As informações desta matéria foram verificadas no Visa Bulletin de julho de 2026, publicado pelo Departamento de Estado dos EUA, e na orientação oficial sobre uso das tabelas de ajuste de status citada pelo próprio boletim em referência ao USCIS.
Transparência Editorial
Esta matéria foi produzida a partir de insumo editorial enviado à redação e reescrita integralmente com base em fontes oficiais. O texto não substitui consulta com advogado de imigração. O ângulo seguiu a linha editorial do Vou pra América de explicar como uma notícia afeta visto, planejamento e vida prática de brasileiros nos EUA. A verificação seguiu a Política Zero Ficção, que exige fonte rastreável para o fato central e impede promessa de resultado não confirmado.