Vai viajar com seu cachorro para os EUA? Novas regras podem impedir a entrada do animal se a documentação estiver incompleta

Viajar para os Estados Unidos acompanhado de um cachorro exige mais planejamento do que a compra da passagem. Desde agosto de 2024, o governo americano adotou novas regras para a entrada de cães, com exigências específicas para animais provenientes de países considerados de alto risco para a raiva canina, entre eles o Brasil.
O que você precisa saber
Cães vindos do Brasil precisam cumprir exigências sanitárias específicas para entrar nos Estados Unidos.
A documentação varia conforme o histórico do animal, mas inclui formulário do CDC, microchip e comprovantes de vacinação.
Se alguma exigência não for atendida, o animal pode ser impedido de entrar no país, permanecer retido ou ser devolvido ao país de origem, com os custos arcados pelo tutor.
O principal objetivo das medidas é evitar a reintrodução da raiva canina nos Estados Unidos. Por isso, o processo passou a envolver uma verificação mais rigorosa antes do embarque e na chegada ao país.
Quais documentos são exigidos
O primeiro passo é preencher o CDC Dog Import Form, documento eletrônico obrigatório para todos os cães que entram nos Estados Unidos.
Além disso, para cães provenientes do Brasil, as autoridades americanas exigem que o animal tenha pelo menos seis meses de idade, esteja saudável no momento da chegada e possua um microchip compatível com leitura internacional. Também é necessário apresentar documentação que comprove a vacinação contra a raiva e outros documentos sanitários exigidos conforme o histórico do animal.
Dependendo da situação, pode ser necessário apresentar certificado veterinário e documentação complementar exigida pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), pela Customs and Border Protection (CBP) e pela companhia aérea responsável pelo transporte.
A companhia aérea também estabelece regras
Mesmo quando todas as exigências do governo americano são atendidas, o embarque depende das normas da empresa aérea.
Cada companhia possui regras próprias sobre transporte na cabine ou no compartimento de carga, tamanho da caixa de transporte, peso permitido, prazo para envio da documentação e quantidade máxima de animais por voo.
Por esse motivo, especialistas recomendam que o passageiro consulte a companhia aérea logo após emitir a passagem, evitando contratempos nos dias que antecedem a viagem.
O que acontece se faltar algum documento
O descumprimento das exigências pode trazer consequências imediatas.
As autoridades americanas podem impedir a entrada do animal, determinar sua devolução ao país de origem ou exigir procedimentos adicionais previstos na legislação sanitária. Em todas essas situações, os custos ficam sob responsabilidade do tutor.
Além do prejuízo financeiro, a situação pode provocar alterações no planejamento da viagem e atrasos na chegada do passageiro ao destino final.
O que muda para brasileiros
Para brasileiros, as novas regras exigem atenção redobrada antes do embarque, já que o Brasil integra a lista de países classificados pelo CDC como de alto risco para a raiva canina.
Isso significa que não basta apenas apresentar a carteira de vacinação do animal. É fundamental conferir toda a documentação exigida para o caso específico, verificar se o microchip atende ao padrão aceito pelas autoridades americanas e preencher corretamente os formulários antes da viagem.
Também permanece obrigatório que o tutor cumpra todas as exigências migratórias para sua própria entrada nos Estados Unidos, incluindo passaporte válido e visto americano, quando aplicável.
Quem pretende viajar com um cachorro deve iniciar a preparação com antecedência. Como alguns documentos dependem de consultas veterinárias, emissão de certificados e conferência pelas autoridades competentes, deixar a organização para os últimos dias aumenta o risco de problemas no embarque.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) U.S. Customs and Border Protection (CBP) Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
Transparência Editorial
Esta matéria foi produzida a partir de informações oficiais publicadas pelas autoridades sanitárias e migratórias dos Estados Unidos. As exigências podem variar conforme o histórico do animal, o país de origem e o aeroporto de entrada. Recomenda-se consultar os órgãos oficiais e a companhia aérea antes da viagem.