
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou que as próximas cédulas de dólar terão a assinatura do presidente Donald Trump. A mudança rompe um padrão histórico: até hoje, as notas trazem apenas as assinaturas do secretário do Tesouro e do U.S. Treasurer.
Segundo o comunicado oficial, será a primeira vez que um presidente em exercício aparece dessa forma nas cédulas.
A estreia está prevista para a nota de US$ 100. O Tesouro informou que a impressão começa em junho de 2026. Como ocorre em qualquer atualização de moeda, a circulação será gradual. As novas notas devem aparecer primeiro em bancos, caixas eletrônicos e no comércio, sem substituição imediata das versões atuais.
A decisão também elimina um elemento que existia desde o século 19. A assinatura do U.S. Treasurer deixará de ser incluída nas cédulas, encerrando uma prática iniciada em 1861.
No anúncio, o atual U.S. Treasurer, Brandon Beach, afirmou que a inclusão da assinatura presidencial é apropriada. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, associou a mudança às ações comemorativas pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos, previstos para 2026.
Para quem vive nos Estados Unidos, o impacto prático não está na política, mas no uso do dinheiro no dia a dia. Sempre que surge uma nova versão de cédula, circula o mesmo tipo de desinformação: mensagens dizendo que notas antigas vão perder valor ou precisam ser trocadas com urgência. Esse tipo de boato costuma aparecer em grupos de imigrantes, redes sociais e até em pequenos comércios.
A orientação oficial do governo é a seguinte: Cédulas antigas continuam válidas e não precisam ser substituídas. O valor do dinheiro não muda por causa de alteração gráfica, como assinatura. Qualquer tentativa de cobrar taxa para “trocar” notas ou impor descontos com base nisso deve ser tratada como alerta de golpe.
Quando há dúvida real, a única troca legítima acontece no fluxo normal do sistema financeiro: depósitos bancários, saques ou troco em estabelecimentos.
Outro ponto importante: a assinatura não é um item de segurança.
A verificação de autenticidade de uma nota deve ser feita por elementos físicos. Entre eles estão a marca-d’água, o fio de segurança e os detalhes que mudam quando a cédula é inclinada. No caso da nota de US$ 100, esses recursos são amplamente documentados em guias oficiais.
A produção das cédulas segue sob responsabilidade do Bureau of Engraving and Printing. Já as moedas continuam sendo fabricadas pela U.S. Mint, em um sistema separado.
A matéria foi baseada em comunicado oficial do U.S. Department of the Treasury e em reportagem da Reuters sobre a mudança e o cronograma. As orientações de serviço sobre aceitação de notas antigas e verificação de autenticidade foram baseadas em materiais públicos do USCurrency.gov, Federal Reserve e U.S. Secret Service: Treasury, Reuters, USCurrency.gov, Federal Reserve, US$100, Secret Service, BEP.
Texto produzido no pilar Radar, com foco em impacto prático para brasileiros nos EUA. As informações sobre assinaturas, cronograma e justificativa pública foram atribuídas a fontes oficiais e a veículo jornalístico rastreável. A camada de serviço foi limitada ao que está documentado em guias oficiais sobre validade de notas antigas e recursos de segurança das cédulas.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.