Terremoto de 6,1 perto de Cuba é sentido na Flórida e provoca relatos de tremor em Orlando

Um terremoto de magnitude 6,1 foi registrado às 14h desta segunda-feira (8) próximo à costa oeste de Cuba e foi sentido em diferentes regiões da Flórida, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O epicentro foi localizado no mar, a oeste-noroeste de Mantua, na província cubana de Pinar del Río. A estimativa inicial divulgada pelo USGS apontava magnitude 6,4, mas o órgão revisou posteriormente o dado para 6,1.
Na Flórida, o National Weather Service informou ter recebido diversos relatos de tremor, principalmente no sudoeste do estado.
Em Orlando, funcionários do prédio da administração de obras públicas do condado de Orange relataram vibrações no edifício. Como medida de precaução, o local foi evacuado, segundo veículos de imprensa da região.
Sem alerta de tsunami
Autoridades não emitiram alerta de tsunami para a costa da Flórida. Veículos locais também destacaram que não havia qualquer ameaça de tsunami associada ao terremoto registrado próximo a Cuba.
Relato de moradora na Flórida
Em West Palm Beach, a moradora Emily Zager, de 38 anos, contou a um jornal local que sentiu um forte solavanco dentro de casa. Segundo ela, a sensação foi tão incomum que a levou a consultar registros de terremotos ocorridos ao longo do dia. Só depois da verificação concluiu que havia sentido um tremor real.
O que se sabe sobre possíveis réplicas
Após um terremoto principal, é comum que ocorram réplicas de menor intensidade.O USGS considera esse comportamento esperado em eventos desse porte. Isso não significa, porém, que seja possível prever quando novos tremores acontecerão. A agência afirma que não existe tecnologia capaz de determinar com precisão data, local e magnitude de futuros terremotos. O que os cientistas conseguem produzir são estimativas de probabilidade e mapas de risco baseados em padrões observados ao longo dos anos.
Casos recentes que chamaram atenção nos Estados Unidos
Embora terremotos sejam mais associados à Costa Oeste americana, outros eventos recentes também foram sentidos longe das áreas tradicionalmente mais sísmicas do país. Em 23 de agosto de 2011, um terremoto na região de Mineral, na Virgínia, tornou-se um dos mais fortes registrados no centro e leste dos Estados Unidos e foi percebido em uma área extensa do país.
Mais recentemente, em 5 de abril de 2024, um terremoto de magnitude 4,8 em New Jersey foi sentido por milhões de pessoas. O evento gerou mais de 180 mil relatos no sistema "Did You Feel It?", mantido pelo USGS, um volume considerado incomum para a região.
O que fazer se você sentiu o tremor
Para quem mora em apartamento ou trabalha em edifícios comerciais, o principal efeito costuma surgir depois do susto inicial. Caso tenha havido evacuação, acionamento de alarmes ou inspeções estruturais, especialistas recomendam manter registros das ocorrências e guardar fotos de eventuais trincas ou alterações observadas após o tremor para comunicação formal com a administração do condomínio ou com o landlord.
Quem sentiu a vibração também pode registrar o relato no sistema "Did You Feel It?", do USGS. As informações ajudam os pesquisadores a mapear as áreas onde o terremoto foi percebido.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
USGS (registro do terremoto, revisão da magnitude e informações sobre previsão sísmica). Associated Press e imprensa local da Flórida (relatos de tremor e medidas de precaução adotadas no estado). USGS (dados históricos sobre os terremotos de 2011 na Virgínia e de 2024 em New Jersey).
Transparência Editorial
Matéria produzida com base em informações verificáveis e fontes rastreáveis. As referências sobre previsão de terremotos refletem a posição oficial do USGS, que afirma não ser possível prever com precisão data, local e magnitude de futuros eventos sísmicos. As estimativas disponíveis são probabilísticas e utilizadas para mapeamento de risco.