Surto de Legionella deixa cinco mortos e 89 doentes em Nova York

Um surto de doença dos legionários no Upper East Side, em Nova York, deixou cinco mortos e 89 pessoas infectadas. Sete pacientes continuavam hospitalizados no balanço divulgado pelo Departamento de Saúde da cidade em 26 de julho de 2026.
As autoridades testaram torres de resfriamento localizadas na região de Manhattan atingida pelo surto. Esses equipamentos fazem parte de sistemas centralizados usados para resfriar grandes edifícios e processos industriais.
A presença da bactéria levou a cidade a ordenar a limpeza e a desinfecção das instalações com resultados positivos. A investigação, porém, ainda não havia apontado publicamente uma torre específica como fonte das infecções.
O que é a doença dos legionários
A doença dos legionários é uma pneumonia causada por bactérias do gênero Legionella. A infecção pode provocar febre, tosse, dores musculares, dor de cabeça e falta de ar. Casos graves exigem hospitalização, mas a doença pode ser tratada com antibióticos.
A transmissão ocorre principalmente quando uma pessoa respira pequenas gotículas de água contaminada. Em geral, a doença não passa de uma pessoa para outra.
Pessoas com 50 anos ou mais, fumantes, ex fumantes, pacientes com doenças pulmonares crônicas e indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido enfrentam risco maior de adoecer após a exposição.
Quem esteve no Upper East Side e apresentar febre, tosse ou dificuldade para respirar deve procurar atendimento médico e informar ao profissional de saúde que circulou pela área investigada. O diagnóstico rápido reduz o risco de complicações.
Ar-condicionado comum transmite Legionella?
O surto não significa que aparelhos residenciais de ar-condicionado estejam espalhando a bactéria.
A investigação envolve torres de resfriamento, estruturas que armazenam água e usam ventiladores para liberar calor. Quando a Legionella cresce nessa água, pequenas gotículas contaminadas podem ser lançadas no ambiente.
Aparelhos domésticos, unidades de janela e sistemas de ar-condicionado de automóveis não utilizam água para resfriar o ar. Por isso, segundo o CDC, eles não oferecem condições para a proliferação da bactéria.
Também não é possível afirmar, apenas com os dados disponíveis, que o surto foi causado pela ausência de manutenção. Torres inadequadamente mantidas podem provocar surtos, mas a identificação da origem depende da comparação entre as bactérias encontradas nos equipamentos e as amostras coletadas dos pacientes.
Sedimentos, biofilme, água parada, temperatura inadequada e baixos níveis de desinfetante favorecem o crescimento da Legionella. Programas de controle da água devem incluir inspeções, limpeza, desinfecção e monitoramento periódico.
Moradores não precisam desligar seus aparelhos domésticos de ar-condicionado. O principal cuidado é observar os sintomas e acompanhar as atualizações do Departamento de Saúde de Nova York.
Brasileiros que trabalham com administração de condomínios, hotéis, hospitais, academias ou grandes edifícios devem verificar se os equipamentos sujeitos à regulamentação estão registrados, inspecionados e com a manutenção documentada.
A cidade exige o registro das torres de resfriamento e pode determinar limpeza imediata quando os testes encontram a bactéria. Um resultado positivo, sozinho, não comprova que o prédio causou casos da doença, mas exige resposta técnica.
No Brasil, a Lei 13.589, de 2018, determina que edifícios de uso público ou coletivo com ambientes climatizados mantenham um Plano de Manutenção, Operação e Controle, conhecido como PMOC. A norma brasileira não se aplica aos Estados Unidos, onde as exigências variam conforme o estado e a cidade.
A manutenção não deve ser tratada apenas como medida de economia de energia. Em sistemas que utilizam água, o controle correto reduz a possibilidade de proliferação de bactérias e protege trabalhadores, moradores e pessoas que circulam nas proximidades.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
Departamento de Saúde de Nova York Centers for Disease Control and Prevention Controle de Legionella em torres de resfriamento, CDC Lei 13.589 de 2018, Presidência da República
Transparência Editorial
Esta matéria foi produzida com base em comunicados oficiais disponíveis até 27 de julho de 2026. Os números podem mudar com a atualização da investigação. A cidade ainda não identificou publicamente uma única torre de resfriamento como origem definitiva do surto. O conteúdo fornecido como insumo foi integralmente reescrito, atualizado e submetido à política editorial de verificação do Vou pra América.