Smyth, em Chicago, lidera ranking dos melhores restaurantes da América do Norte em 2026

O Smyth, em Chicago, foi eleito o melhor restaurante da América do Norte em 2026 pela lista North America’s 50 Best Restaurants. O ranking colocou o Eight, em Calgary, em segundo lugar, e o Restaurant Pearl Morissette, em Lincoln, Ontário, na terceira posição.
A lista é publicada pela organização The World’s 50 Best Restaurants e chegou à segunda edição regional dedicada à América do Norte. O resultado de 2026 foi anunciado em New Orleans, em maio, segundo informações da própria premiação e cobertura da Eater.
A escolha colocou Chicago no centro da alta gastronomia norte-americana. O Smyth é comandado pelos chefs John Shields e Karen Urie Shields e já tinha presença forte entre restaurantes de menu degustação antes de chegar ao primeiro lugar da lista regional.
O ranking também mostrou a força do Canadá. O Eight, em Calgary, ficou em segundo lugar e recebeu o prêmio de melhor nova entrada de 2026. O Restaurant Pearl Morissette, em Lincoln, ficou em terceiro e também foi reconhecido com o prêmio Art of Hospitality, segundo a página oficial da premiação.
Como o ranking é formado
A North America’s 50 Best Restaurants adota um sistema próprio de votação. Cada integrante da academia regional vota em oito restaurantes. Pelo regulamento, no máximo cinco escolhas podem estar no mesmo estado, província ou país caribenho em que o votante está baseado. Pelo menos três votos precisam ir para restaurantes fora dessa área local.
Esse modelo não funciona como uma medição objetiva de preço, atendimento ou custo-benefício. O ranking reflete os votos de pessoas ligadas ao setor gastronômico e considera experiências, reputação e circulação de especialistas.
Por isso, a lista deve ser lida como referência, não como garantia de que uma reserva cara será a melhor escolha para todos os perfis. Para brasileiros que moram nos Estados Unidos ou no Canadá, o ranking ajuda a identificar cidades e restaurantes de destaque. A decisão final depende de orçamento, ocasião, localização e disponibilidade.
Onde estão os principais nomes da lista
O top 10 de 2026 inclui restaurantes em cidades importantes para turismo, trabalho e vida de imigrantes brasileiros. Depois de Smyth, Eight e Restaurant Pearl Morissette, aparecem Dakar NOLA, em New Orleans, Mon Lapin, em Montreal, Albi, em Washington DC, Atomix, em New York, Quetzal, em Toronto, Tanière3, em Quebec City, e César, em New York.
New York manteve presença forte no ranking. A cidade aparece com Atomix em sétimo lugar e César em décimo, além de outros restaurantes entre os 50 selecionados. Segundo a Eater NY, 13 restaurantes de New York entraram na lista de 2026, o mesmo número registrado em 2025.
Para brasileiros que vivem na Costa Leste, isso torna New York, Washington DC e Philadelphia opções mais próximas do que viagens para Chicago, Calgary ou Ontário. Para quem está no Canadá, Montreal, Toronto, Quebec City, Calgary e Lincoln aparecem entre os destinos de maior destaque no ranking.
O que muda para o bolso do brasileiro
A alta gastronomia nos Estados Unidos e no Canadá segue regras que nem sempre são familiares para brasileiros recém-chegados ou turistas. Restaurantes desse nível costumam trabalhar com menu degustação, reserva antecipada, horário rígido, cobrança de depósito e política de cancelamento com multa.
O preço exibido no site do restaurante também não representa, necessariamente, o valor final da experiência. Nos Estados Unidos, impostos estaduais e locais costumam ser adicionados no fechamento da conta. Gorjeta, bebidas, harmonização, taxa de serviço e eventuais suplementos do menu podem aumentar o total pago.
No Canadá, a lógica é parecida. O cliente também precisa considerar impostos, gorjeta e bebidas. Em cidades como Toronto, Montreal e Calgary, restaurantes premiados podem exigir reserva com semanas ou meses de antecedência, principalmente depois da divulgação de rankings internacionais.
A recomendação mais segura é consultar o site oficial do restaurante antes de reservar. O leitor deve verificar o preço do menu, a política de cancelamento, a cobrança antecipada, a exigência de cartão, o horário de chegada, a duração da experiência e as regras para restrições alimentares.
Reserva, gorjeta e cancelamento: onde o brasileiro mais erra
Um erro comum é reservar sem ler a política de cancelamento. Em restaurantes disputados, a ausência do cliente pode gerar cobrança no cartão cadastrado. Em alguns casos, essa cobrança é feita por pessoa.
Outro erro é calcular o jantar apenas pelo preço do menu. Uma experiência anunciada por valor fixo pode terminar mais cara quando entram imposto, gorjeta, bebidas e taxas.
A reserva de última hora também reduz as chances de conseguir mesa. Depois que um restaurante aparece em uma lista como a North America’s 50 Best, a procura tende a aumentar. O efeito é maior em fins de semana, feriados e períodos de turismo intenso.
O dress code também merece atenção. Nem todos os restaurantes de alta gastronomia exigem roupa formal, mas muitos informam no site ou na plataforma de reserva o padrão esperado para o ambiente.
Como usar a lista sem cair em armadilha
Para quem mora nos Estados Unidos, o ranking pode ajudar a escolher uma experiência especial dentro de uma viagem já planejada. Quem vai a Chicago pode tentar uma reserva no Smyth. Quem visita New Orleans pode considerar o Dakar NOLA. Quem mora perto de Washington DC pode avaliar o Albi.
Para quem está no Canadá, a lista mostra a força de cidades fora do roteiro mais óbvio. Calgary entrou no topo com o Eight. Lincoln, em Ontário, apareceu em terceiro com o Restaurant Pearl Morissette. Montreal e Toronto também ficaram entre as cidades mais visíveis do ranking.
A decisão mais prudente é tratar a experiência como parte do orçamento de viagem. Antes de reservar, o leitor deve colocar na conta o jantar, a hospedagem, o transporte, o estacionamento, os impostos e a gorjeta. Em cidades caras, o deslocamento até o restaurante também pode pesar.
O ranking tem valor cultural e gastronômico, mas não substitui planejamento. Para brasileiros nos Estados Unidos e no Canadá, entender essas regras evita surpresa no cartão e ajuda a aproveitar a experiência sem transformar uma noite especial em gasto mal calculado.
Estes são os 50 melhores restaurantes da América do Norte em 2026, segundo o North America's 50 Best Restaurants:
Smyth (Chicago, EUA)
Eight (Calgary, Canadá)
Restaurant Pearl Morissette (Lincoln, Canadá)
Dakar NOLA (Nova Orleans, EUA)
Mon Lapin (Montreal, Canadá)
Albi (Washington DC, EUA)
Atomix (Nova York, EUA)
Quetzal (Toronto, Canadá)
Tanière3 (Quebec, Canadá)
César (Nova York, EUA)
Kalaya (Filadélfia, EUA)
Le Veau d'Or (Nova York, EUA)
Le Bernardin (Nova York, EUA)
Kabawa (Nova York, EUA)
Le Violon (Montreal, Canadá)
SingleThread (Healdsburg, EUA)
Published on Main (Vancouver, Canadá)
Jungsik (Nova York, EUA)
Penny (Nova York, EUA)
Emeril's (Nova Orleans, EUA)
Chubby Fish (Charleston, EUA)
Saison (São Francisco, EUA)
Aska (Nova York, EUA)
Moon Rabbit (Washington DC, EUA)
Edulis (Toronto, Canadá)
Holbox (Los Angeles, EUA)
Beba (Montreal, Canadá)
Mhel (Toronto, Canadá)
Avize (Atlanta, EUA)
Acamaya (Nova Orleans, EUA)
Addison by William Bradley (San Diego, EUA)
Providence (Los Angeles, EUA)
Benu (São Francisco, EUA)
Sabayon (Montreal, Canadá)
AnnaLena (Vancouver, Canadá)
Corima (Nova York, EUA)
Dōgon by Kwame Onwuachi (Washington DC, EUA)
Torrisi (Nova York, EUA)
Tatiana by Kwame Onwuachi (Nova York, EUA)
Friday Saturday Sunday (Filadélfia, EUA)
Semma (Nova York, EUA)
Pascual (Washington DC, EUA)
Gramercy Tavern (Nova York, EUA)
Atelier Crenn (São Francisco, EUA)
Sons & Daughters (São Francisco, EUA)
Somni (Los Angeles, EUA)
Wild Blue (Whistler, Canadá)
The Pine (Collingwood, Canadá)
Kato (Los Angeles, EUA)
Diane's Place (Mineápolis, EUA)
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
Esta matéria foi fundamentada na lista oficial North America’s 50 Best Restaurants 2026, publicada pela organização The World’s 50 Best Restaurants, e em informações complementares da página oficial da premiação sobre vencedores e critérios de votação. Também foram consultadas coberturas da Eater sobre o anúncio do ranking e a presença de restaurantes de New York na lista.
Transparência Editorial
O Vou pra América não recebeu pagamento, convite ou benefício dos restaurantes citados. A matéria usa o ranking como fato jornalístico e acrescenta contexto de serviço para brasileiros que moram, estudam, trabalham ou viajam pelos Estados Unidos e pelo Canadá. Preços específicos não foram publicados porque variam por data, menu, reserva e política de cada restaurante.