Programa 2+2 abre 50 vagas para graduação no Brasil e conclusão nos Estados Unidos

Foto: Paulo Almeida. Hayek Global College / DINO
A Hayek Global College abriu inscrições para a turma do segundo semestre de 2026 do American College, programa de graduação no modelo 2+2. Segundo a instituição, o estudante cursa os dois primeiros anos no Brasil e segue para uma universidade parceira nos Estados Unidos, onde conclui o bacharelado.
A seleção oferece 50 vagas, conforme o material divulgado pela faculdade em 13 de julho. O número, porém, não aparece acompanhado de edital completo no conteúdo enviado à imprensa. O documento é necessário para confirmar calendário, prazos, critérios de aprovação, regras de matrícula e eventual formação de cadastro de reserva.
Como funciona a seleção
O processo seletivo foi dividido em duas fases. A primeira prevê provas de matemática e inglês. Candidatos com créditos dos programas Advanced Placement ou International Baccalaureate, além de resultados considerados satisfatórios no SAT, TOEFL ou IELTS, poderão ser dispensados dessa etapa.
A segunda fase inclui análise do histórico escolar, portfólio, vídeo de apresentação com três minutos e uma atividade que simula uma aula. O candidato precisa ter concluído o ensino médio.
O material promocional afirma que é necessário possuir inglês fluente. A faculdade também informa que as aulas no Brasil são ministradas em inglês. A instituição precisa esclarecer qual nível será exigido, quais notas nos exames internacionais garantem dispensa e se haverá curso de apoio para alunos aprovados com dificuldades no idioma.
Transferência precisa ser confirmada por escrito
A lista divulgada inclui instituições como Clark University, Cumberland University, Fort Hays State University, SUNY Alfred State University, George Mason University, Kentucky State University, Edmonds College, California Miramar University, Grand Canyon University e Concord University.
A existência de uma parceria não significa que a entrada na instituição americana seja automática. Cada universidade pode exigir média mínima, nível específico de inglês, comprovação financeira, determinadas disciplinas e nova análise acadêmica.
O estudante também deve solicitar uma tabela de equivalência que mostre quantos créditos cursados no Brasil serão aceitos pela universidade escolhida. Sem esse documento, existe o risco de precisar refazer matérias, permanecer mais de dois anos nos Estados Unidos e pagar mensalidades adicionais.
A dúvida ganha peso porque o programa permite a continuação dos estudos em áreas distintas, como Ciência da Computação, Administração, Finanças, Contabilidade, Economia, Marketing e Relações Internacionais. A família precisa verificar como a mesma etapa inicial se conecta a currículos americanos diferentes.
Custo nos Estados Unidos pode alterar o orçamento
A divulgação não informa o valor das mensalidades no Brasil nem apresenta o custo total do programa. Também não detalha despesas com matrícula, seguro-saúde, moradia, alimentação, passagem, transporte, livros e taxas cobradas pela universidade americana.
Esses números precisam ser calculados antes da assinatura do contrato. Uma família não deve comparar apenas a mensalidade inicial em Brasília com o preço de quatro anos nos Estados Unidos. O orçamento deve considerar o valor da instituição escolhida, a cidade onde o estudante viverá, o câmbio e o tempo necessário para concluir o curso.
Também é necessário perguntar quais bolsas estão disponíveis, se elas são garantidas durante todo o bacharelado e quais critérios podem provocar redução ou cancelamento do benefício.
Visto depende da universidade americana
Para estudar presencialmente nos Estados Unidos com visto F-1, o aluno precisa ser aceito por uma instituição certificada pelo Student and Exchange Visitor Program. Depois da admissão, essa escola emite o formulário I-20, documento usado no processo de solicitação do visto.
Antes de emitir o I-20, a instituição deve obter provas de que o estudante possui recursos para pagar estudos e despesas de vida. Extratos bancários, documentos do patrocinador financeiro e comprovantes de bolsas podem integrar essa análise.
A matrícula no programa brasileiro, portanto, não garante o visto nem substitui a admissão pela universidade americana. A família deve solicitar por escrito a política aplicável caso o aluno não consiga a transferência, tenha o visto negado ou desista antes de viajar.
O que verificar antes de pagar
O candidato deve pedir o edital, o contrato educacional, a matriz curricular, a tabela completa de preços e os acordos de transferência aplicáveis à universidade escolhida. Também precisa confirmar o nome do diploma brasileiro, o diploma americano previsto e o reconhecimento das instituições envolvidas.
O modelo 2+2 pode reduzir o período inicial fora do Brasil e permitir uma adaptação acadêmica gradual. Essa vantagem só pode ser medida depois que custos, créditos, requisitos de admissão e regras de reembolso estiverem documentados.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
A matéria foi elaborada a partir do comunicado divulgado pela Hayek Global College e publicado pelo Terra, das informações do American College e das orientações oficiais do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos sobre o formulário I-20 e a comprovação financeira.
Transparência Editorial
O texto original foi distribuído como conteúdo institucional. O Vou pra América reescreveu integralmente o material, separou afirmações promocionais de informações verificáveis e indicou os dados que ainda precisam ser apresentados pela faculdade. Não foram localizados, no insumo analisado, o edital completo, a tabela de custos ou os acordos individuais de transferência. A abordagem segue as políticas de combate ao conteúdo raso e de não fabricação editorial do portal.