Os 5 melhores e os 5 piores estados para se aposentar nos EUA quando a saúde pesa mais que o custo de vida

Quando o assunto é aposentadoria nos Estados Unidos, boa parte das discussões gira em torno de impostos, clima e custo de vida. A saúde costuma entrar depois, mesmo sendo um dos fatores que mais pesam no orçamento e na qualidade de vida à medida que a idade avança.
A realidade é que o acesso a médicos, especialistas, exames e atendimento hospitalar varia significativamente entre os estados americanos. E essa diferença costuma ficar evidente justamente quando os cuidados médicos passam a fazer parte da rotina.
Quais estados lideram o ranking de saúde?
Um dos retratos mais completos dessa realidade é o “Scorecard on State Health System Performance”, elaborado pelo Commonwealth Fund.
O estudo avalia os estados americanos e o Distrito de Columbia a partir de dezenas de indicadores relacionados a acesso e custo, prevenção, tratamento, uso evitável de hospitais e resultados de saúde.
No levantamento de 2025, os cinco melhores colocados no ranking geral foram:
Massachusetts
Hawaii
New Hampshire
Rhode Island
Distrito de Columbia
Como o Distrito de Columbia não é um estado, o resultado funciona como uma referência adicional para quem pretende usar o levantamento como ferramenta de decisão.
Nesse cenário, New York aparece logo em seguida no ranking geral do Commonwealth Fund e surge como o estado mais próximo do grupo de liderança.
Quais estados ficaram nas últimas posições?
Na parte inferior da classificação aparecem os estados que tiveram pior desempenho no conjunto de indicadores analisados.
Os cinco últimos colocados no ranking geral foram:
Mississippi
Texas
Oklahoma
Arkansas
West Virginia
Segundo a metodologia do Commonwealth Fund, esses estados apresentam resultados mais fracos quando se observa o conjunto formado por acesso à saúde, cobertura, prevenção e indicadores de resultados clínicos.
Para quem está planejando a aposentadoria, esse é justamente o grupo de fatores que tende a ganhar importância com o avanço da idade.
O que isso significa na prática?
A diferença entre os estados não é apenas estatística.
Em locais mais bem posicionados no ranking, costuma ser mais fácil encontrar redes médicas estruturadas, sistemas de atendimento mais amplos e políticas públicas que favorecem o acesso à saúde. Isso reduz a necessidade de recorrer ao pronto-socorro como porta de entrada para cuidados básicos ou acompanhamento contínuo.
Nos estados com desempenho mais baixo, um dos desafios mais comuns aparece na logística do atendimento. É a situação em que a pessoa escolhe morar em uma região mais barata, mas passa a percorrer longas distâncias para consultar especialistas, enfrenta mudanças frequentes de rede médica ou espera meses por determinados atendimentos.
Medicare resolve tudo?
Não necessariamente. A partir dos 65 anos, muitos aposentados passam a utilizar o Medicare, mas isso não elimina os custos relacionados à saúde nem garante experiências semelhantes em todas as regiões do país.
A qualidade da rede disponível, os planos contratados e a oferta de profissionais continuam variando conforme o local onde a pessoa vive.
Os números ajudam a dimensionar esse impacto.
A Fidelity divulgou em 2025 uma estimativa média de US$ 172.500 para que um adulto de 65 anos cubra despesas médicas ao longo da aposentadoria, considerando as premissas e exclusões definidas pela própria empresa.
Existem metodologias que apontam valores ainda mais elevados para casais.
O Retiree Health Cost Index da Milliman, citado em análises de mercado, projeta custos acumulados de centenas de milhares de dólares durante a aposentadoria, com variações de acordo com o perfil de saúde e o tipo de cobertura utilizado.
Como usar esse ranking na hora de escolher onde se aposentar?
Para quem pretende mudar de estado após encerrar a carreira, o ranking funciona melhor como ponto de partida do que como resposta definitiva.
A primeira verificação deve ser feita na rede de médicos e hospitais que você realmente pretende utilizar. Um estado bem avaliado não garante, por si só, que a sua cobertura ofereça acesso amplo na cidade onde você pretende morar.
O segundo passo é analisar fatores práticos, como tempo de espera para consultas e distância até especialistas. Em muitos casos, essas informações pesam mais no dia a dia do que a posição ocupada em um ranking nacional.
Também vale incluir a saúde no planejamento financeiro da aposentadoria. Morar em um local com custo de vida menor pode parecer vantajoso inicialmente, mas a economia pode desaparecer se o acesso ao atendimento exigir deslocamentos frequentes, gastos elevados do próprio bolso ou uma rede fragmentada de serviços.
O ranking não define a aposentadoria, mas ajuda a evitar erros
Os resultados do Commonwealth Fund não determinam onde alguém terá uma aposentadoria feliz.
O levantamento funciona como um filtro inicial para identificar estados onde o sistema de saúde tende a facilitar o acompanhamento médico na terceira idade e aqueles onde o acesso pode se tornar mais difícil.
Quando a saúde se torna o principal critério da decisão, o topo e a base da classificação oferecem um mapa útil para começar a análise.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
Commonwealth Fund: Scorecard on State Health System Performance 2025 e apêndices do relatório. Fidelity: estimativa de despesas médicas para aposentados divulgada em 2025. Milliman: Retiree Health Cost Index citado em análises de mercado. Referências secundárias: NAPA e Focus Partners.
Transparência Editorial
Esta é uma matéria evergreen. Os termos "melhores" e "piores" referem-se exclusivamente ao desempenho dos sistemas estaduais de saúde medido pelo Commonwealth Fund. Outros rankings podem produzir resultados diferentes ao incluir fatores como impostos, clima, custo de vida ou qualidade de vida.