
Gianna Vitória Torres Santos, de 18 anos, foi aprovada na University of Pennsylvania, uma das universidades mais seletivas dos Estados Unidos. Natural de Caxias, no Maranhão, ela conquistou uma vaga no curso de Estudos Ambientais e deve começar as aulas em agosto de 2026, com apoio financeiro concedido pela instituição.
A aprovação chama atenção pelo termo frequentemente usado em reportagens: “bolsa integral”. Nos Estados Unidos, essa expressão não significa necessariamente que todos os custos estão cobertos de forma automática. Em universidades como a Penn, o modelo mais comum é o de ajuda financeira baseada na necessidade do estudante.
O que significa “bolsa integral” na prática
A University of Pennsylvania informa que estudantes internacionais podem receber apoio financeiro que cobre 100% da necessidade comprovada. Esse cálculo leva em conta a situação econômica da família, com base em documentos enviados durante o processo de candidatura.
Na prática, isso quer dizer que a universidade pode reduzir drasticamente o valor que o aluno precisa pagar. Mas o pacote não é padronizado e varia de caso para caso. Não se trata de uma bolsa de mérito aberta a qualquer candidato com boas notas, nem de um benefício automático.
Leia também: Piauiense recebe cinco aprovações para doutorado nos EUA com financiamento completo
A trajetória até a aprovação
Segundo reportagens publicadas nesta semana, Gianna estudou inglês de forma independente e se preparou para os exames exigidos no processo seletivo. Ela também participou do Prep Program, iniciativa gratuita da Fundação Estudar voltada para estudantes brasileiros que desejam se candidatar a universidades no exterior.
Ainda durante a escola, criou o projeto “Gi Naturalize”, voltado à educação climática em escolas públicas de Caxias. A proposta incluiu rodas de conversa e ações de conscientização ambiental. A estudante pretende manter parte dessas atividades durante a graduação, em formato online.
O caminho além da aprovação
Ser aceita por uma universidade americana é apenas uma etapa do processo. Para estudar nos Estados Unidos, o estudante precisa cumprir exigências migratórias que não dependem da instituição.
A emissão do Form I-20, documento obrigatório para o visto de estudante, só ocorre após a comprovação de capacidade financeira. Mesmo com ajuda da universidade, o aluno precisa apresentar documentos que sustentem o plano de permanência no país.
O visto F-1, concedido a estudantes internacionais, também exige essa comprovação durante a entrevista no consulado.
Leia também:Jovem do Ceará conquista bolsa integral para estudar na Williams College, nos Estados Unidos
Custos que ainda ficam fora do pacote
Mesmo com apoio financeiro considerado integral, alguns custos não entram no cálculo da universidade ou precisam ser pagos antecipadamente.
Entre eles estão passagens aéreas, taxas de documentação, emissão de visto e despesas iniciais de instalação nos Estados Unidos. Esses valores variam, mas fazem parte do planejamento obrigatório antes do embarque.
O que essa história revela para quem quer estudar nos EUA
Casos como o de Gianna ajudam a entender como funciona o acesso de brasileiros a universidades americanas. O processo envolve duas etapas distintas: a admissão acadêmica e a comprovação financeira para fins migratórios.
Programas de orientação, como o Prep Program, atuam justamente para organizar essas duas frentes. Eles auxiliam na preparação de provas, redações e documentos exigidos pelas universidades.
Para quem pretende aplicar nos próximos ciclos, o ponto central não é apenas ser aprovado. É conseguir estruturar toda a documentação necessária para viabilizar a mudança dentro dos prazos exigidos.
Reportagens publicadas por veículos que repercutiram matéria do g1 Maranhão sobre a aprovação da estudante. Informações institucionais da University of Pennsylvania sobre políticas de ajuda financeira para estudantes internacionais. Documentação oficial do governo dos Estados Unidos sobre emissão do Form I-20 e visto F-1.
A matéria foi produzida a partir de conteúdo previamente publicado e validado em fontes jornalísticas e institucionais. Não há detalhamento público do pacote individual de ajuda financeira da estudante. Por isso, o texto explica o funcionamento geral da política da universidade, sem extrapolar informações não confirmadas.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.