
Em temporada de premiações, um dado chamou a atenção no coração financeiro do entretenimento americano. Os 20 atores mais bem pagos de Hollywood somaram cerca de 590 milhões de dólares em 2025, segundo levantamento da Forbes. O valor representa uma queda de aproximadamente 20 por cento em relação ao ano anterior, quando o grupo havia acumulado perto de 730 milhões.
No topo da lista aparece Adam Sandler, com ganhos estimados em 48 milhões de dólares após taxas de agentes e representantes. O ator mantém uma parceria estratégica de longo prazo com a Netflix e segue como um dos nomes mais consistentes em produtividade dentro do modelo de streaming.
Na sequência surgem Tom Cruise, com 46 milhões, e Mark Wahlberg, com 44 milhões. Scarlett Johansson ocupa a quarta posição, com 43 milhões, enquanto Brad Pitt fecha o grupo dos cinco primeiros com rendimentos estimados em 41 milhões de dólares.
A redução na renda total das estrelas não indica necessariamente perda de relevância artística ou comercial. O movimento está ligado a uma transformação estrutural na forma como Hollywood remunera seus principais talentos. Durante décadas, contratos com participação direta na bilheteria permitiram ganhos extraordinários quando filmes superavam expectativas globais. Hoje, o avanço das plataformas digitais tem ampliado o uso de acordos com valores fixos e pagamentos garantidos.
Serviços como Netflix, Apple e Amazon passaram a oferecer pacotes robustos para atrair nomes consagrados. Em troca da previsibilidade financeira, muitos atores abrem mão de bônus vinculados ao desempenho comercial. O resultado é uma redução no potencial de rendimentos extremos, ainda que a estabilidade de receita se torne maior.
Mesmo nesse novo cenário, o poder das estrelas continua sendo considerado decisivo para grandes produções. Filmes liderados por nomes reconhecidos seguem funcionando como motores de marketing global e como garantia de interesse do público. Produções como Jurassic World: Rebirth, com Scarlett Johansson, e F1, estrelado por Brad Pitt, ilustram como o star system ainda influencia a capacidade de financiamento e visibilidade de projetos.
Outro aspecto que chama atenção no ranking é a presença de uma nova geração de celebridades que combina atuação, produção e presença digital. Aos 22 anos, Millie Bobby Brown se tornou a integrante mais jovem da lista, simbolizando um modelo de carreira mais híbrido, que integra cinema, streaming e monetização da imagem em múltiplas plataformas.
Confira a lista completa
Adam Sandler: US$ 48 milhões
Tom Cruise: US$ 46 milhões
Mark Wahlberg: US$ 44 milhões
Scarlett Johansson: US$ 43 milhões
Brad Pitt: US$ 41 milhões
Denzel Washington: US$ 38 milhões
Jack Black: US$ 28 milhões
Jason Momoa: US$ 28 milhões
Daniel Craig: US$ 27 milhões
Millie Bobby Brown: US$ 26 milhões
John Cena: US$ 26 milhões
Reese Witherspoon: US$ 26 milhões
George Clooney: US$ 25 milhões
Leonardo DiCaprio: US$ 25 milhões
Rob Mac: US$ 23 milhões
Chris Pratt: US$ 22 milhões
Tom Hardy: US$ 21 milhões
Jennifer Aniston: US$ 20 milhões
Cameron Diaz: US$ 20 milhões
Jason Bateman: US$ 19 milhões
Forbes InfoMoney https://www.infomoney.com.br/business/hollywood-aperta-os-cintos-e-ranking-da-forbes-mostra-queda-nos-salarios-de-atores/
Valores são estimativas calculadas pela Forbes após deduções de taxas profissionais e podem variar conforme metodologia anual da publicação. Alguns contratos com plataformas de streaming possuem cláusulas confidenciais, o que limita a precisão absoluta das projeções de renda.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.