Guerra contra o Irã já custa US$ 37,5 bilhões aos Estados Unidos

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã atingiu um custo estimado de US$ 37,5 bilhões, segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth. O valor foi apresentado na terça-feira, 21 de julho, durante depoimento ao Comitê de Apropriações do Senado.
A conta inclui gastos já registrados e despesas previstas até 30 de setembro de 2026, quando termina o atual ano fiscal americano. Por isso, o número não deve ser tratado integralmente como dinheiro já desembolsado.
A estimativa anterior divulgada pelo Pentágono era de aproximadamente US$ 29 bilhões. A diferença chega a US$ 8,5 bilhões, alta de 29,3%. A Reuters informou que o novo cálculo abrange diferentes componentes da operação e custos projetados para os próximos meses.
Pentágono pede novos recursos ao Congresso
Hegseth usou o depoimento para defender um pedido de cerca de US$ 67,1 bilhões para o Departamento de Defesa. O dinheiro seria destinado à continuidade das operações, à reposição de munições, à manutenção de equipamentos e ao pagamento de despesas militares associadas ao conflito.
Esse valor faz parte de uma solicitação suplementar maior, próxima de US$ 88 bilhões. Portanto, nem todo o pacote solicitado pelo governo seria aplicado diretamente nas ações contra o Irã.
O secretário afirmou aos senadores que a falta de recursos poderia obrigar o Pentágono a reduzir treinamentos, manutenção e investimentos em outras áreas das Forças Armadas. A aprovação depende do Congresso.
Como a guerra pode chegar ao orçamento familiar
O gasto militar de US$ 37,5 bilhões não significa, por si só, que impostos subirão ou que programas públicos sofrerão cortes. Essas consequências dependem das decisões orçamentárias que serão tomadas pelo Congresso.
Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos, o impacto mais imediato pode aparecer nos gastos ligados à energia. O conflito afetou rotas internacionais de petróleo e aumentou a preocupação com o abastecimento pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho.
Interrupções prolongadas nessas rotas podem elevar o preço do petróleo e atingir gasolina, passagens aéreas, entregas e transporte. A Reuters relatou que o conflito já aumentou a pressão sobre os preços de energia e sobre o custo dos combustíveis nos Estados Unidos.
Quem depende do carro para trabalhar deve acompanhar o preço médio da gasolina no próprio estado e revisar semanalmente os gastos com deslocamento. Motoristas de aplicativo, entregadores e trabalhadores que percorrem grandes distâncias tendem a sentir primeiro qualquer alta persistente nos combustíveis.
Jacy Abreu
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.
Fontes e Créditos
As informações foram verificadas em reportagens da Reuters, da Associated Press e do The Guardian, publicadas em 21 e 22 de julho de 2026.
Transparência Editorial
Esta matéria foi produzida a partir de informações públicas e cobertura jornalística rastreável. O custo de US$ 37,5 bilhões inclui projeções até 30 de setembro de 2026. A aprovação dos recursos adicionais ainda depende do Congresso. Não há confirmação de aumento de impostos ou corte de benefícios sociais causado diretamente pelo pedido militar.