
Proposta surgiu em meio à tensão diplomática
Um aliado de Donald Trump levou à Fifa a sugestão de retirar o Irã da Copa do Mundo de 2026 e colocar a Itália no torneio. A informação foi publicada pela Reuters na quarta-feira (22), em meio ao aumento da tensão diplomática envolvendo o Irã.
Segundo a agência, o emissário foi Paolo Zampolli, empresário italiano naturalizado americano e próximo de Trump. Ele afirmou ter apresentado a proposta tanto ao ex-presidente dos Estados Unidos quanto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
A justificativa foi de que a Itália teria mais peso esportivo no torneio do que o Irã.
Itália rejeitou a ideia
A reação italiana foi negativa.
De acordo com a Reuters, dirigentes esportivos e autoridades trataram a sugestão como inadequada, já que a classificação para a Copa do Mundo acontece em campo, e não por decisão política.
O jornal The Guardian também registrou a rejeição e destacou a posição do ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, que descartou a possibilidade.
Por que a troca é improvável
O principal obstáculo é esportivo e regulatório.
O Irã já garantiu sua vaga e aparece no calendário oficial da Fifa com adversários, datas e sedes definidos. A Itália, por outro lado, não conseguiu se classificar para o torneio.
Mesmo em um cenário de eventual exclusão do Irã, a substituição seguiria critérios técnicos ligados à confederação e ao ranking, e não um convite político para uma seleção europeia que ficou fora da classificação.
O que já está confirmado sobre os jogos do Irã
A Fifa mantém o Irã no cronograma oficial da Copa de 2026.
A seleção aparece com jogo marcado contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 16 de junho. Depois enfrenta a Bélgica, também em Los Angeles, em 21 de junho. A terceira partida da fase de grupos está prevista para 26 de junho, contra o Egito, em Seattle.
Essas informações constam no calendário oficial publicado pela entidade.
A Reuters também informou que o Irã chegou a tentar transferir partidas disputadas em território americano para o México, mas a Fifa manteve a programação original.
Irã diz que pretende disputar normalmente
Do lado iraniano, a posição pública segue a mesma.
A Al Jazeera publicou a declaração de um porta-voz do governo afirmando que o país está totalmente preparado para disputar a Copa do Mundo de 2026.
Até o momento, não há qualquer anúncio formal da Fifa indicando mudança no grupo ou na participação iraniana.
O que muda para quem planeja assistir aos jogos
Para quem pretende viajar durante o Mundial, a notícia ainda funciona mais como sinal de atenção do que como mudança concreta.
O calendário oficial continua válido, e a eventual troca de seleção não passa, até agora, de uma sugestão política sem efeito prático.
O impacto maior pode surgir no planejamento financeiro. Quem compra passagens e hospedagem considerando um jogo como definitivo em determinada cidade pode enfrentar custos extras caso haja qualquer alteração futura.
Por isso, a recomendação do mercado de turismo segue a mesma para grandes eventos internacionais: priorizar reservas com cancelamento flexível, passagens remarcáveis e seguro de viagem compatível com mudanças de agenda previstas em contrato.
A principal referência para datas, adversários e cidades continua sendo o calendário oficial da Fifa.
A apuração desta matéria se baseou em reportagem da Reuters e em páginas oficiais da Fifa com calendário do torneio e jogos do Irã. Também foi consultada a cobertura do The Guardian e a nota publicada pela Al Jazeera
Este texto foi produzido no pilar Radar (notícia com contexto) com base em fontes públicas e rastreáveis. Até a publicação, não havia anúncio oficial da Fifa confirmando qualquer troca de seleções. O calendário usado é o que consta nas páginas oficiais da entidade no momento da apuração.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.