
A temporada de imposto de renda nos Estados Unidos abriu espaço para uma nova onda de golpes envolvendo o Internal Revenue Service. Criminosos têm se passado pelo órgão para cobrar dívidas falsas e roubar informações pessoais de contribuintes.
As abordagens seguem um padrão. Mensagens de texto, ligações e e-mails chegam com tom de urgência, muitas vezes com ameaças de processo, bloqueio de bens ou prisão. O objetivo é pressionar a vítima a agir rápido, sem tempo para verificar a veracidade da cobrança.
O IRS reforça que esse tipo de contato não faz parte dos seus procedimentos. A agência afirma que a comunicação inicial com o contribuinte é feita exclusivamente por correspondência enviada pelo correio. Não há cobrança imediata por telefone, nem solicitação de pagamento via mensagem ou e-mail.
Outro ponto recorrente nos golpes é o pedido de informações sensíveis. Dados como número de Social Security, informações bancárias ou cópias de documentos são solicitados sob justificativas falsas. Especialistas em segurança digital alertam que esse tipo de dado nunca deve ser compartilhado por canais não protegidos.
Há também casos em que criminosos simulam sites oficiais ou enviam links falsos. O IRS orienta que comunicações legítimas podem conter códigos ou instruções que direcionam para páginas verificáveis dentro do domínio oficial da agência. Qualquer variação fora desse padrão deve ser tratada como suspeita.
A recomendação diante de qualquer contato duvidoso é interromper imediatamente a comunicação. O contribuinte deve buscar os canais oficiais do IRS para confirmar a situação. Existe também a possibilidade de reportar tentativas de fraude a órgãos federais responsáveis pela investigação desses crimes.
Além disso, a agência orienta medidas preventivas. Manter o endereço atualizado é essencial para garantir o recebimento de correspondências oficiais. Para restituições, o depósito direto em conta bancária é considerado mais seguro do que o envio de cheques pelo correio, que podem ser interceptados.
O aumento desse tipo de golpe tem impacto direto sobre imigrantes brasileiros nos Estados Unidos. Muitos desconhecem os padrões de comunicação do sistema fiscal americano e acabam mais vulneráveis a abordagens fraudulentas. Em alguns casos, o prejuízo vai além do financeiro e envolve exposição de dados que podem ser usados em fraudes futuras.
Na prática, o contribuinte precisa adotar uma regra simples. Se houve cobrança imediata, pressão ou pedido de dados por telefone, mensagem ou e-mail, não é o IRS. A verificação sempre deve ser feita por iniciativa própria, usando apenas canais oficiais.
Internal Revenue Service (IRS) TIGTA (Treasury Inspector General for Tax Administration) Materiais oficiais de segurança digital e prevenção a fraudes fiscais
Esta matéria foi produzida com base em diretrizes oficiais do IRS e órgãos federais dos Estados Unidos. Não houve uso de fontes anônimas. Informações foram reestruturadas para clareza e utilidade pública.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.