
A temporada de furacões de 2026 no Atlântico deve ter atividade um pouco menor que o padrão histórico, segundo projeção divulgada em abril pela Universidade Estadual do Colorado. Ainda assim, o alerta permanece. Para quem vive ou viaja para a Flórida, o risco real não está na quantidade de tempestades, mas na trajetória de uma única delas.
A CSU estima 13 tempestades nomeadas ao longo da temporada, sendo 6 furacões e 2 de grande intensidade. A média histórica, considerando o período entre 1991 e 2020, é de 14 tempestades, 7 furacões e 3 grandes furacões.
A temporada começa oficialmente em 1º de junho e vai até 30 de novembro. O pico costuma ocorrer entre agosto e outubro, quando as águas do Atlântico estão mais quentes e favorecem a formação de sistemas tropicais.
Por que a previsão é mais baixa em 2026
O principal fator por trás da projeção mais moderada é o possível retorno do El Niño. O fenômeno climático altera os padrões de vento e aumenta o chamado cisalhamento vertical, o que dificulta a formação e o fortalecimento de furacões no Atlântico.
O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos aponta cerca de 62% de chance de o El Niño se estabelecer entre junho e agosto e permanecer ativo até o fim do ano.
Mesmo assim, a redução na atividade total não significa tranquilidade.
A própria CSU calcula cerca de 32% de chance de um grande furacão atingir os Estados Unidos e 35% de impacto no Caribe.
Menos tempestades não significa menos risco
A leitura mais importante para brasileiros nos Estados Unidos é direta. Não é preciso uma temporada intensa para causar prejuízo.
Um único furacão em rota de impacto já é suficiente para interromper voos, fechar cidades, gerar evacuações e causar perdas financeiras relevantes.
Na prática, a pergunta não é quantos furacões vão se formar. É se um deles vai atingir a sua região.
Quais regiões são mais afetadas
Os estados mais expostos continuam sendo aqueles próximos ao Golfo do México e à costa atlântica.
Flórida lidera a lista, principalmente regiões costeiras como Miami e Tampa. Texas e Louisiana também aparecem entre os mais vulneráveis. As Carolinas e a Virgínia registram impactos frequentes, mas geralmente com menor intensidade.
Cidades no interior, como Orlando, tendem a sofrer menos com ventos extremos, mas ainda enfrentam chuvas fortes, quedas de energia e interrupções no funcionamento de serviços.
Como funcionam as categorias de furacões
Os furacões são classificados pela escala Saffir Simpson, que mede a velocidade dos ventos e o potencial de destruição.
Categoria 1 envolve ventos entre 119 e 153 km por hora e causa danos leves.
Categoria 2 vai de 154 a 177 km por hora e já afeta estruturas de telhados e árvores.
Categoria 3 chega a 209 km por hora e pode provocar danos estruturais sérios.
Categoria 4 varia entre 210 e 249 km por hora, com destruição severa em áreas costeiras.
Categoria 5 ultrapassa 250 km por hora e representa o nível máximo de destruição.
O que fecha durante um furacão
Quando há alerta, o impacto na rotina é imediato.
Parques como Disney e Universal podem fechar preventivamente. Shoppings, restaurantes e atrações também suspendem atividades. Transportes públicos podem ser interrompidos e voos cancelados.
Em eventos recentes, como Irma em 2017 e Milton em 2024, os parques fecharam por até dois dias antes de retomar as operações.
Direitos do turista durante um furacão
Quem está viajando tem garantias importantes, principalmente em relação a voos.
Companhias aéreas devem oferecer reembolso ou remarcação sem custo em caso de cancelamento. Também podem fornecer hospedagem e alimentação em situações de espera prolongada.
Hotéis e plataformas como Airbnb seguem regras próprias, mas costumam flexibilizar políticas em casos de desastres naturais.
O seguro viagem pode cobrir cancelamentos, evacuação emergencial e despesas médicas, dependendo da apólice.
Dicas práticas de segurança
A preparação começa antes da temporada.
Acompanhar fontes oficiais como o National Hurricane Center e a FEMA reduz o risco de informação errada.
Ter água, alimentos não perecíveis, lanternas e medicamentos básicos evita problemas em caso de falta de energia.
Documentos importantes devem estar acessíveis e digitalizados.
Evitar deslocamentos durante alertas e seguir orientações locais é essencial.
Para quem está viajando, manter contato com a hospedagem e acompanhar o status do voo ajuda a reduzir imprevistos.
O que realmente importa em 2026
A previsão mais baixa não muda a lógica de risco.
A Flórida continua sendo uma das regiões mais expostas dos Estados Unidos. A diferença entre uma temporada tranquila e uma problemática pode ser apenas o caminho de uma tempestade.
Planejamento e informação continuam sendo os principais fatores de proteção.
Universidade Estadual do Colorado, Tropical Meteorology Project NOAA Climate Prediction Center National Hurricane Center FEMA Dados complementares do material fornecido pelo usuário
Esta matéria foi produzida com base em projeções oficiais da CSU e NOAA, além de conteúdo complementar enviado pelo usuário. Todos os dados numéricos foram mantidos conforme fontes primárias. Não há uso de informações não verificadas.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.