
Getty Images O governo Trump anunciou a exigência de caução no ano passado - Forbes
Dispensa vale para cinco países classificados para a Copa
O Departamento de Estado dos EUA atualizou em 13 de maio de 2026 as regras do programa conhecido como visa bond, que prevê a cobrança de uma caução financeira para determinados solicitantes de visto de turismo e negócios.
Segundo o governo americano, torcedores de Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia poderão ficar dispensados da exigência durante a Copa do Mundo de 2026, desde que tenham comprado ingressos até 15 de abril e aderido ao sistema FIFA Priority Appointment Scheduling System, conhecido como FIFA PASS.
A caução pode variar entre US$ 5 mil, US$ 10 mil e US$ 15 mil, conforme decisão do oficial consular responsável pela análise do visto.
A Associated Press e a Reuters informaram que a flexibilização foi direcionada aos países já enquadrados no programa de visa bond e classificados para o torneio, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México entre junho e julho de 2026.
O que muda para brasileiros
O Brasil não aparece na lista de nacionalidades sujeitas ao visa bond publicada pelo Departamento de Estado. Na prática, isso significa que a nova medida não altera as regras de visto para brasileiros que pretendem viajar aos Estados Unidos durante a Copa.
A compra de ingressos, o cadastro no FIFA PASS e a reserva de viagem não substituem o processo consular nem garantem entrada no país.
Quem ainda não possui visto americano precisa seguir o procedimento tradicional: preencher o formulário DS-160, pagar a taxa consular, agendar entrevista quando exigida e aguardar a decisão das autoridades americanas.
O que é o FIFA PASS
O FIFA PASS funciona como um sistema de agendamento prioritário para entrevistas de visto ligadas à Copa do Mundo.
Segundo a Embaixada dos EUA no Brasil, o programa permite que compradores oficiais de ingressos solicitem prioridade no agendamento consular. A iniciativa, porém, não representa aprovação automática do visto.
O Departamento de Estado afirma que todos os pedidos continuam sujeitos à análise individual dos oficiais consulares, conforme a legislação migratória americana.
Entrada nos EUA continua sujeita à imigração
Mesmo quem já possui visto válido ainda precisa passar pela inspeção migratória no desembarque.
A autorização emitida pelo consulado permite viajar até um porto de entrada nos EUA, mas a decisão final sobre a entrada é tomada pela Customs and Border Protection (CBP), agência responsável pelo controle de fronteiras.
Durante a inspeção, agentes podem solicitar informações sobre hospedagem, duração da viagem, passagem de retorno e recursos financeiros disponíveis para a estadia.
Copa deve aumentar fluxo internacional
A Copa do Mundo de 2026 deve ampliar o fluxo de turistas estrangeiros nos Estados Unidos, principalmente durante os jogos realizados em cidades-sede americanas.
Especialistas em imigração consultados por veículos internacionais apontam que grandes eventos esportivos costumam provocar aumento na procura por vistos e elevar a pressão sobre consulados e aeroportos.
O governo americano ainda não divulgou mudanças adicionais nas regras migratórias para o período do torneio.
Esta matéria foi produzida com base em informações do Departamento de Estado dos EUA , que atualizou a lista de países sujeitos ao visa bond e as regras para viajantes da Copa de 2026. Também foram consultadas reportagens da Associated Press e da Reuters sobre os países beneficiados pela dispensa. Para o contexto brasileiro, foi considerada a página da Embaixada dos EUA no Brasil sobre o FIFA PASS.
Esta matéria foi apurada em 13 de maio de 2026. O texto não afirma que houve facilitação geral para todos os torcedores da Copa. A dispensa da caução é limitada a viajantes que cumprem os critérios informados pelo governo americano. O Brasil não aparece na lista de países sujeitos ao visa bond consultada nesta apuração. Meta título SEO
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.