EUA cobram US$ 750 para acelerar entrevista de visto de turismo e negócios

Jacy Abreu4 de julho de 2026Imigração
EUA cobram US$ 750 para acelerar entrevista de visto de turismo e negócios

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O Departamento de Estado dos EUA criou uma taxa de US$ 750 para acelerar entrevistas de visto americano de turismo e negócios. A regra vale para pedidos B1/B2 e entrou em vigor em 1º de julho de 2026.

A medida foi publicada no Federal Register, o diário oficial do governo americano, como uma regra temporária. O programa deve funcionar até 31 de dezembro de 2026, em caráter experimental, com vagas limitadas e apenas em postos consulares selecionados.

A taxa não substitui o valor regular do visto. Ela será cobrada como um adicional para quem quiser tentar uma entrevista mais rápida. Na prática, o solicitante continuará pagando a taxa normal do visto e, se optar pelo serviço prioritário, pagará mais US$ 750.

O que a taxa realmente acelera

A nova cobrança acelera o acesso à entrevista consular. Ela não garante aprovação do visto, não dispensa análise do consulado e não elimina checagens de segurança.

Segundo a regra publicada pelo Departamento de Estado, o serviço permitirá que solicitantes de B1/B2 consigam uma entrevista em até dez dias úteis, desde que haja vaga disponível no posto escolhido.

Isso significa que o pagamento compra prioridade na agenda, não vantagem na decisão final. O oficial consular continuará avaliando renda, vínculos com o país de origem, motivo da viagem, histórico migratório e risco de permanência irregular.

Quem pode usar o serviço

O programa vale apenas para vistos B1/B2, usados em viagens temporárias de turismo, negócios, reuniões, conferências, visitas familiares e outros compromissos de curta duração.

A regra não se aplica a vistos de imigração nem a categorias usadas por profissionais qualificados, estudantes, executivos ou investidores. Vistos como EB-1, EB-2, EB-2 NIW, O-1, H-1B, L-1 e F-1 seguem suas próprias regras de análise e prazo.

O governo americano informou que a disponibilidade será publicada em canais oficiais do Departamento de Estado, como o travel.state.gov, e que o serviço será oferecido em quantidades limitadas. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial de que todos os consulados no Brasil teriam vagas aceleradas disponíveis.

Quando pagar pode fazer sentido

A taxa pode interessar a quem tem uma viagem próxima, uma reunião de negócios marcada, uma feira internacional, um evento profissional ou uma emergência que não se encaixa nos critérios gratuitos de atendimento emergencial.

Para quem está planejando uma viagem com meses de antecedência, o custo precisa ser avaliado com cuidado. O valor de US$ 750 representa um gasto alto para uma família. Em uma solicitação para quatro pessoas, por exemplo, o adicional chegaria a US$ 3 mil, sem contar as taxas regulares do visto, passagens, hospedagem e deslocamento até o consulado.

O ponto principal para brasileiros é simples: antes de pagar, o solicitante deve verificar se a agenda acelerada existe no consulado escolhido e se a documentação está pronta. Pagar mais caro para antecipar uma entrevista com um pedido fraco pode apenas acelerar uma negativa.

O que fazer antes de pagar

Quem pretende usar o serviço deve preencher o DS-160, pagar a taxa regular do visto e consultar o sistema oficial de agendamento. Se houver vaga acelerada disponível, o sistema deverá indicar a opção e o valor adicional.

Também é importante revisar comprovantes de renda, vínculos profissionais, motivo da viagem, roteiro, histórico de entradas e saídas dos EUA e documentos que expliquem por que a viagem é temporária.

A taxa reduz a espera pela entrevista. Ela não corrige erro no formulário, contradição nas respostas ou falta de prova de vínculo com o Brasil.

Jacy Abreu

Jacy Abreu

Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.

Fontes e Créditos

Esta matéria foi produzida com base na regra temporária publicada pelo Departamento de Estado dos EUA no Federal Register, documento 2026-11513, publicado em 9 de junho de 2026.

Transparência Editorial

O Vou pra América não utilizou opinião de advogado ou assessoria privada como base principal desta matéria. A apuração priorizou fonte oficial do governo americano. Até a publicação, não havia confirmação oficial consultada nesta apuração de que todos os consulados dos EUA no Brasil participariam do programa.

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