EUA ampliam fiscalização de redes sociais para novas categorias de visto

Jacy Abreu7 de agosto de 2026Imigração
EUA ampliam fiscalização de redes sociais para novas categorias de visto

O governo dos Estados Unidos ampliou a análise de redes sociais para novas categorias de visto temporário. A regra entrou em vigor em 30 de março de 2026 e alcança candidatos a vistos de trabalho, dependentes, religiosos, noivos de cidadãos americanos e vítimas ou testemunhas vinculadas a processos específicos.

A revisão já era aplicada a estudantes e intercambistas com vistos F, M e J, além de trabalhadores H-1B e seus dependentes H-4. A nova etapa incluiu as categorias A-3, determinados C-3, G-5, H-3, dependentes H-4 de portadores do H-3, K-1, K-2, K-3, Q, R-1, R-2, S, T e U.

O comunicado orienta os solicitantes dessas categorias a ajustar todos os perfis de redes sociais para o modo público ou aberto. Segundo o Departamento de Estado, a análise da presença digital integra a verificação de identidade e elegibilidade para o visto.

O que o consulado pode comparar

Desde maio de 2019, os formulários de vistos americanos solicitam os identificadores usados pela maioria dos candidatos em redes sociais. A orientação oficial exige a informação das contas utilizadas nas plataformas indicadas durante os cinco anos anteriores ao pedido.

Na prática, o solicitante deve conferir se as informações públicas são compatíveis com o DS-160, o currículo, o histórico profissional, o motivo da viagem e a categoria de visto escolhida. Divergências entre emprego, formação, endereço ou finalidade declarada podem gerar perguntas adicionais durante o processamento.

A medida não autoriza o consulado a solicitar senhas. O candidato informa seus identificadores, não as credenciais de acesso. Também não deve apagar contas, ocultar perfis declarados ou criar uma presença digital artificial pouco antes da entrevista.

O que brasileiros devem fazer

Antes de enviar o DS-160, o candidato deve reunir os nomes de usuário utilizados nos últimos cinco anos e revisar datas, empregos e instituições de ensino mencionados publicamente. O objetivo não é retirar opiniões legítimas, mas evitar informações incorretas ou incompatíveis com os documentos apresentados.

Mensagens recebidas por redes sociais que solicitem senha, pagamento ou envio informal de documentos devem ser tratadas como suspeitas. Orientações sobre o processo devem ser confirmadas nos canais oficiais da embaixada ou do Departamento de Estado.

O anúncio oficial não incluiu o visto I de jornalistas estrangeiros nem criou uma regra geral específica para cidadãos do México e do Canadá. Essas alegações não devem ser incorporadas à notícia sem outra norma ou comunicado que comprove a mudança.

Jacy Abreu

Jacy Abreu

Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.

Fontes e Créditos

Departamento de Estado dos Estados Unidos, comunicado de 25 de março de 2026 sobre a ampliação da análise digital. Departamento de Estado dos Estados Unidos, orientação de 2019 sobre a coleta de identificadores de redes sociais. Departamento de Estado dos Estados Unidos, comunicado de dezembro de 2025 sobre solicitantes H-1B e H-4.

Transparência Editorial

O insumo original foi reescrito e confrontado com documentos oficiais. A referência à inclusão de jornalistas, mexicanos e canadenses foi retirada porque não aparece no comunicado que ampliou a fiscalização em março de 2026. A matéria apresenta informação geral e não substitui orientação jurídica individual.

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