
Duas irmãs de 12 e 15 anos, moradoras de Indiantown, no sul da Flórida, foram encontradas em segurança no domingo após um desaparecimento que mobilizou autoridades estaduais e levantou alertas sobre o contato de menores com adultos em ambientes digitais. As adolescentes haviam saído de casa na noite de sábado, depois de terem os celulares retirados como punição disciplinar, segundo informações da investigação.
De acordo com as autoridades, as meninas mantinham comunicação desde meados de 2025 com um jovem de 19 anos identificado como Hser Mu Lah Say, residente em Omaha, no estado de Nebraska. O contato teria começado em jogos online na plataforma Roblox e, posteriormente, migrado para o aplicativo Snapchat, onde as conversas continuaram de forma secreta, inclusive por meio de um tablet da família.
Investigadores afirmam que a família já havia tentado interromper o contato anteriormente, mas mensagens continuaram a ser trocadas sem o conhecimento dos responsáveis. Após o desaparecimento das adolescentes, detetives conseguiram recuperar mensagens apagadas e utilizar técnicas de rastreamento digital para identificar o trajeto do suspeito, que dirigiu por quase 24 horas até a Flórida para buscar as meninas.
O veículo foi localizado nas primeiras horas da manhã de domingo pela polícia da Geórgia, a cerca de seis horas de distância do local de origem das adolescentes. A identificação foi confirmada após a análise de registros de deslocamento e de uma foto tirada pelo próprio suspeito em um posto de combustível ao longo do caminho, segundo fontes ligadas à investigação.
Hser Mu Lah Say foi preso e enfrenta duas acusações de sequestro e duas de interferência na custódia de menores. Ele permanece sob custódia e deve ser extraditado para a Flórida, onde responderá formalmente às acusações. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o estado emocional das adolescentes, mas confirmaram que ambas estão seguras e sob acompanhamento adequado.
O caso reforça a atenção das autoridades americanas para os riscos associados a interações online envolvendo menores e para a complexidade das investigações que atravessam fronteiras estaduais, especialmente quando há uso de múltiplas plataformas digitais e tentativas de ocultar comunicações.
Informações apuradas a partir de dados divulgados por autoridades policiais estaduais e relatos de investigação em andamento nos Estados Unidos.
Esta matéria foi produzida com base em informações disponíveis até a data de publicação. Nomes das menores não foram divulgados por critérios editoriais e de proteção à infância. O portal acompanha o caso e atualizará o conteúdo se houver novos desdobramentos oficiais.
Jorge Kubrusly é empresário e estrategista de negócios, com mais de 20 anos de experiência. Residente em Orlando desde 2019, fundou o Vou pra América com o propósito de colocar os brasileiros que moram ou desejam morar nos Estados Unidos no controle da própria jornada, oferecendo clareza, estratégia e autonomia para decisões importantes de vida e carreira.