
Mercado reage a falas de Trump sobre conflito
O dólar fechou em queda de 0,74% nesta quarta-feira (20), mantendo cotação na faixa de R$ 5,00. Já o Ibovespa subiu 1,77% e encerrou o dia aos 177,3 mil pontos, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.
O movimento ganhou força depois que Trump afirmou que a guerra com o Irã “terminará rapidamente” e declarou que as negociações estariam em “estágios finais”. O mercado interpretou as falas como sinal de redução do risco de uma escalada prolongada no Oriente Médio.
A reação mais imediata apareceu no petróleo.
O barril do Brent caiu US$ 6,26 e fechou a US$ 105,02. O WTI recuou US$ 5,89 e terminou o dia em US$ 98,26, segundo dados divulgados pela Reuters.
Petróleo segue sensível a novas declarações
Apesar da reação positiva do mercado, o cenário continua instável. Ainda nesta quarta-feira, Trump voltou a mencionar a possibilidade de novos ataques caso não haja acordo definitivo. O Irã também fez acusações sobre uma possível retomada das hostilidades.
Esse tipo de oscilação costuma aumentar a sensibilidade dos mercados globais a declarações políticas e novos episódios do conflito. Petróleo, dólar e bolsas internacionais seguem reagindo rapidamente a qualquer mudança de discurso ou sinalização diplomática.
Ata do Fed reforça temor de juros altos
Além das tensões geopolíticas, investidores também acompanharam a divulgação da ata do Federal Reserve referente à reunião dos dias 28 e 29 de abril.
O documento mostrou preocupação de dirigentes do banco central americano com a persistência da inflação. Segundo a ata, a maioria dos membros avaliou que novos aumentos de juros podem ser necessários caso a inflação continue acima da meta de 2%.
Mesmo assim, o alívio provocado pela queda do petróleo acabou prevalecendo no pregão desta quarta-feira. Quando o barril recua, diminui temporariamente a pressão sobre inflação global, custos de energia e expectativas de juros mais altos.
Queda do petróleo melhora humor de mercados emergentes
A combinação entre petróleo em baixa e redução momentânea da aversão ao risco favoreceu moedas e bolsas de países emergentes ao longo do dia.
Movimentos desse tipo costumam beneficiar ativos considerados mais arriscados, especialmente quando investidores entendem que o custo global de energia pode desacelerar no curto prazo.
Analistas, porém, seguem tratando o cenário como altamente volátil, já que não houve anúncio formal de cessar-fogo ou acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.
Metrópoles Reuters Federal Reserve (ata do FOMC)
Esta matéria foi produzida com base em cobertura de mercado publicada pelo Metrópoles, informações da Reuters sobre petróleo e declarações de Donald Trump, além da ata oficial do Federal Reserve divulgada em 20 de maio de 2026. O texto registra a reação dos mercados às declarações políticas e aos dados econômicos disponíveis até o fechamento desta edição.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.