Custo do emprego sobe 0,9% nos EUA e benefícios avançam mais que os salários

Jacy Abreu4 de agosto de 2026Economia
Custo do emprego sobe 0,9% nos EUA e benefícios avançam mais que os salários

O custo do emprego nos Estados Unidos subiu 0,9% entre março e junho de 2026, informou o Bureau of Labor Statistics na sexta-feira, 31 de julho. Salários avançaram 0,9% e os gastos das empresas com benefícios aumentaram 1,1% no período.

O que o índice mede

O Índice de Custo do Emprego, conhecido como ECI, acompanha quanto empregadores gastam com salários e benefícios. O levantamento inclui trabalhadores do setor privado e servidores de governos estaduais e municipais.

O resultado não significa que todos os funcionários receberam aumento de 0,9%. A variação representa a média dos custos trabalhistas no país, com ajuste para evitar que mudanças na composição das ocupações distorçam o resultado.

Em 12 meses, o custo total da remuneração cresceu 3,4%. Os salários avançaram 3,2%, enquanto os benefícios subiram 3,8%, segundo os dados oficiais.

O salário maior comprou mais?

A resposta depende do indicador usado. A Reuters informou que os salários medidos pelo ECI recuaram 0,3% após o ajuste pela inflação na comparação anual. Já outro levantamento do BLS, baseado no salário médio por hora, apontou alta real de 0,1% entre junho de 2025 e junho de 2026. Os índices usam metodologias diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.

Para o trabalhador brasileiro, o dado reforça a necessidade de avaliar a remuneração completa antes de aceitar uma vaga. Seguro saúde pago parcialmente pela empresa, contribuição para aposentadoria, férias remuneradas e licença médica podem alterar o valor real de uma proposta.

Também não basta usar a média nacional para negociar salário. Profissão, experiência, cidade e setor pesam mais na remuneração individual. Na construção, por exemplo, os salários subiram 1,5% no trimestre, após ficarem praticamente estáveis nos três primeiros meses do ano.

O que muda para quem contrata

Para empresários brasileiros, a alta mostra que contratar custa mais do que o salário anunciado. Benefícios cresceram acima dos salários no trimestre e podem consumir uma parcela maior do orçamento, principalmente em empresas que oferecem seguro saúde.

Antes de abrir uma vaga, o empregador deve calcular o custo total por funcionário, incluindo impostos sobre a folha, seguro contra acidentes, férias e benefícios. O ECI serve como referência nacional, mas não substitui uma análise contábil e trabalhista do estado onde a empresa opera.

Jacy Abreu

Jacy Abreu

Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.

Fontes e Créditos

Bureau of Labor Statistics, Employment Cost Index de junho de 2026 Bureau of Labor Statistics, relatório completo do ECI Reuters, custos trabalhistas dos EUA no segundo trimestre Bureau of Labor Statistics, salários reais por hora

Transparência Editorial

Esta matéria foi produzida com base em dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics em 31 de julho de 2026 e em apuração da Reuters. O insumo inicial informava alta de 1% nos benefícios, mas o relatório oficial registrou avanço de 1,1%. O texto não interpreta o índice como reajuste individual nem como garantia de ganho no poder de compra.

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