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A Flórida voltou ao centro do mapa turístico brasileiro. E agora com um dado simbólico que redefine o ranking internacional do estado. Em 2025, o Brasil se tornou o principal mercado overseas da Flórida, superando o Reino Unido pela primeira vez na série recente de dados consolidados.
De acordo com a VISIT FLORIDA, agência oficial de promoção turística do estado, 1,3 milhão de brasileiros visitaram a Flórida no último ano. O número representa crescimento de 10,4% em relação a 2024 e coloca o Brasil à frente do Reino Unido, que registrou 1,2 milhão de visitantes no mesmo período.
Em números absolutos totais, o Canadá segue como maior emissor internacional, com 2,9 milhões de visitantes em 2025. No entanto, entre os mercados não fronteiriços, o Brasil assumiu a liderança.
O avanço brasileiro acompanha a retomada do turismo global após a pandemia e uma combinação de fatores que favorecem o estado americano. Entre eles estão a ampliação da conectividade aérea entre Brasil e Flórida, estabilidade cambial em parte de 2024 e 2025 e a consolidação da Flórida como destino familiar de alto consumo.
A região de Orlando concentra parcela significativa desse fluxo. Parques temáticos, centros de entretenimento e a infraestrutura voltada para famílias continuam sendo o principal motor da demanda. Já Miami e o sul do estado mantêm forte atratividade com praias, compras, gastronomia multicultural e vida noturna.
Existe ainda um componente estrutural que diferencia a Flórida de outros destinos nos Estados Unidos. O estado concentra uma das maiores comunidades brasileiras no país, especialmente nos condados de Orange, Broward e Miami-Dade. Essa presença influencia diretamente a experiência do visitante.
Serviços com atendimento em português, imobiliárias especializadas, restaurantes e redes de apoio criam um ambiente de familiaridade que reduz barreiras culturais e linguísticas. Para muitos turistas, isso se traduz em segurança e conveniência.
Outro vetor relevante é o turismo híbrido. O crescimento de investimentos brasileiros em imóveis e empresas na Flórida tem ampliado o fluxo corporativo. Executivos que viajam a trabalho frequentemente estendem a estadia e levam familiares, aumentando o tempo médio de permanência e o gasto por visitante.
Relatórios da National Association of Realtors indicam que brasileiros permanecem entre os principais compradores estrangeiros de propriedades residenciais no sul da Flórida. Esse ciclo entre investimento e turismo reforça a presença constante do público brasileiro ao longo do ano.
Para 2026, a expectativa do setor é de continuidade no crescimento, impulsionada por novas atrações em parques temáticos na região de Orlando e manutenção da malha aérea entre Brasil e Estados Unidos. Projeções oficiais ainda serão consolidadas ao longo do ano, mas operadores relatam níveis de reservas consistentes para o primeiro semestre.
Especialistas do setor turístico apontam que o perfil do visitante brasileiro também evoluiu. O viajante atual tende a permanecer mais dias, diversifica destinos dentro do próprio estado e combina lazer, compras e experiências gastronômicas.
O dado de liderança overseas consolida um movimento que vinha sendo observado desde 2024: a presença brasileira deixou de ser predominantemente sazonal e passou a apresentar padrão mais distribuído ao longo do calendário.
Mais do que um recorde estatístico, o avanço reforça o Brasil como mercado estratégico para a economia turística da Flórida. Hotéis, parques, centros comerciais e empresas de serviços monitoram de perto esse comportamento. E a disputa entre destinos americanos por esse visitante tende a se intensificar nos próximos anos.
VISIT FLORIDA – Dados oficiais de visitantes internacionais 2025 Gabinete do Governador da Flórida – Relatório anual de turismo 2025 National Association of Realtors – Relatórios de compradores internacionais
Os dados de visitantes internacionais foram verificados diretamente nos relatórios oficiais da VISIT FLORIDA e em comunicado do governo do estado da Flórida referente ao desempenho turístico de 2025. O termo “overseas” refere-se a mercados internacionais não fronteiriços, excluindo o Canadá.
Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.