Bisão lança turista a 2,4 metros de altura durante ataque em Yellowstone

Jacy Abreu13 de julho de 2026Regras e Vida nos EUA
Bisão lança turista a 2,4 metros de altura durante ataque em Yellowstone

Um bisão lançou um turista a cerca de 2,4 metros de altura durante um ataque no Bridge Bay Campground, no Parque Nacional de Yellowstone, em 10 de julho. O episódio foi filmado pelo fotógrafo Mike MacLeod, que afirmou ter visto o animal avançar contra pessoas e veículos.

O vídeo mostra o homem tentando se afastar enquanto o bisão o persegue entre árvores. O animal atinge a vítima com um dos chifres e a arremessa ao ar. Pessoas que estavam próximas correram para prestar ajuda.

MacLeod disse ao site Cowboy State Daily que o turista caminhava com o neto quando o ataque ocorreu. Segundo o fotógrafo, o homem reclamava de dores na perna e no quadril depois da queda e recebeu atendimento de emergência. Até 12 de julho, o National Park Service, órgão responsável por Yellowstone, não havia divulgado comunicado sobre o caso nem informado a identidade ou o estado de saúde da vítima.

A ausência de confirmação oficial exige cautela. É possível afirmar que o ataque foi registrado em vídeo e descrito por uma testemunha identificada. Não há, porém, boletim médico público que permita confirmar a extensão dos ferimentos.

Por que os bisões representam risco em Yellowstone

Os bisões circulam livremente por estradas, campings, estacionamentos e trilhas de Yellowstone. A proximidade com carros e visitantes não transforma esses animais em espécies domesticadas.

O National Park Service determina que turistas permaneçam a pelo menos 25 jardas, cerca de 23 metros, de bisões, alces, cervos, carneiros selvagens, coiotes e outros animais de grande porte. A distância mínima para ursos, lobos e pumas é de 100 jardas, aproximadamente 91 metros.

Quando um animal se aproxima, a responsabilidade de recuperar a distância de segurança é do visitante. A orientação é recuar sem bloquear o caminho da espécie. Aproximar-se, cercar, tocar ou alimentar um animal é proibido, mesmo quando ele parece calmo.

Fotografias e vídeos estão entre os motivos mais comuns para a aproximação indevida. O próprio parque recomenda usar o zoom do equipamento, em vez de caminhar na direção do animal. Visitantes também não devem perseguir a fauna para conseguir uma imagem.

O caso de 10 de julho ocorreu poucos dias depois de Yellowstone confirmar outro encontro com bisão. Uma criança de 12 anos ficou ferida perto de Mud Volcano em 26 de junho. O parque divulgou o episódio em julho e voltou a alertar que animais selvagens podem atacar quando seu espaço não é respeitado.

O que fazer ao encontrar um animal na estrada ou na trilha

O primeiro cuidado é interromper a aproximação. O visitante deve observar se o animal levantou a cabeça, mudou de direção, interrompeu a alimentação ou passou a encarar as pessoas. Qualquer mudança de comportamento indica que a presença humana já está interferindo na situação.

Dentro de um veículo, a recomendação é permanecer no carro e evitar parar no meio da pista. Os chamados congestionamentos de animais dificultam o trânsito, bloqueiam veículos de emergência e cercam a fauna com pessoas e automóveis.

Em uma trilha, o visitante não deve tentar passar entre o animal e seus filhotes, alimento ou rota de fuga. Também não deve correr automaticamente. A reação correta depende da espécie. As instruções para um urso, um puma, um alce ou um bisão não são iguais. Antes do passeio, é necessário consultar as regras do parque e verificar quais animais vivem na área.

Ursos exigem cuidados com comida e lixo

No Great Smoky Mountains National Park, entre Tennessee e Carolina do Norte, o visitante deve manter pelo menos 50 jardas, cerca de 46 metros, de distância de ursos negros. Para alces, o limite é de 25 jardas, aproximadamente 23 metros. Alimentar, tocar, assustar ou perturbar os animais pode resultar em multa ou prisão.

Comida, embalagens, lixo e produtos perfumados devem ficar em recipientes protegidos. O parque alerta que ursos conseguem abrir portas de carros que não estejam trancadas. Em áreas de camping remoto, alimentos e objetos com cheiro precisam ser guardados nos sistemas próprios de armazenamento.

Em Yosemite, na Califórnia, a distância mínima recomendada para ursos em áreas naturais é de 50 jardas. O parque também exige o armazenamento adequado de alimentos e lixo, já que o cheiro dentro de carros, barracas ou mochilas pode atrair animais.

Jacarés e crocodilos são parte do passeio nos Everglades

No Parque Nacional de Everglades, na Flórida, jacarés e crocodilos podem aparecer perto de trilhas, canais e áreas usadas por ciclistas e pedestres.

O parque orienta os visitantes a manter uma distância de 15 a 20 pés, entre 4,5 e 6 metros. Se o animal sibilar ou abrir a boca em posição defensiva, a pessoa já está perto demais e deve recuar. Crianças e animais domésticos não devem permanecer junto às margens.

Nadar, mergulhar ou entrar em canais, lagos, lagoas e bacias onde essas atividades são proibidas aumenta o risco. Alimentar jacarés também é ilegal porque modifica o comportamento do animal e faz com que ele associe pessoas a comida.

Alces também podem atacar

No Rocky Mountain National Park, no Colorado, a orientação é manter pelo menos 75 pés, cerca de 23 metros, de qualquer animal. Para ursos negros, alces grandes, conhecidos em inglês como moose, e pumas, a recomendação sobe para 120 pés, aproximadamente 36 metros.

O tamanho de um alce pode levar turistas a acreditar que o animal é lento. A proximidade, principalmente quando existem filhotes, pode provocar uma investida. O visitante não deve usar árvores, carros ou outras pessoas como desculpa para reduzir a distância oficial.

Como reduzir o risco antes de sair do hotel

O planejamento começa no site do parque. Alertas sobre trilhas fechadas, presença de ursos, atividade de animais e restrições de camping podem mudar de um dia para o outro.

Também é necessário explicar as regras às crianças, manter animais domésticos sob controle e guardar comida antes de chegar ao estacionamento. Binóculos e câmeras com zoom permitem observar a fauna sem avançar.

O vídeo de Yellowstone mostra que a distância continua sendo necessária mesmo quando o animal parece ocupado, tranquilo ou acostumado à presença humana. Em parques americanos, a fauna não faz parte de uma atração controlada. O visitante entrou no habitat dela.

Jacy Abreu

Jacy Abreu

Redatora do portal Vou Para América, com cerca de 30 anos de experiência na área de Comunicação. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas de mídia como América Online e Editora Abril. Possui ampla experiência em produção de conteúdo jornalístico e institucional, coordenação de projetos de comunicação e planejamento editorial. É fundadora da Lumepress Comunicação, agência de assessoria de imprensa.

Fontes e Créditos

National Park Service: segurança em Yellowstone. National Park Service: visitante ferido por bisão em junho de 2026; National Park Service: segurança com ursos em Great Smoky Mountains. National Park Service: segurança com animais em Rocky Mountain. National Park Service: segurança em Everglades. National Park Service: ursos e armazenamento de comida em Yosemite. Cowboy State Daily: relato de Mike MacLeod sobre o ataque

Transparência Editorial

O ataque de 10 de julho foi registrado em vídeo e relatado pelo fotógrafo Mike MacLeod. Até a publicação desta matéria, em 12 de julho de 2026, o National Park Service não havia divulgado comunicado oficial sobre o episódio. A identidade, o diagnóstico e o estado de saúde da vítima não foram confirmados por fonte médica ou governamental. As orientações de segurança foram consultadas nas páginas oficiais de cada parque. As regras podem mudar conforme a área, a espécie e as condições locais.

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